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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A crise explicada com bonecos
A economia cansa, é complicada e causa-me sempre uma vontade incontrolável de bocejar. Desta vez não. Com bonecos, frases simples e bons exemplos conseguimos ficar a perceber ligeiramente melhor a crise. O vídeo não é demasiado complicado nem muito simplista. É bem bom, em mau, porque ninguém sabe onde vamos parar. Esta é a crise norte-americana, mas basta mudar os valores e perceber que andamos todos a fazer o mesmo. Sendo que o todos são os srs. que mandam.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Os rapazolas e as suas cadeiras
E pronto. Lá caímos aos trambolhões. Sócrates parece um autista e persiste em concorrer. Armou-se em vítima e depois do compromisso com Passos Coelho, atrás das costas de toda a gente, prometeu mundos e fundos à Sra. Merkel. Regressou e percebeu que sem maioria absoluta, não se pode armar em deus todo o poderoso. Lixou-se e lixou-nos. Medidas ainda mais duras é provavelmente o nosso futuro. O que é mais triste é que vai começar mais uma corrida às cadeiras. Promessas e mais promessas. Troca de acusações, de insultos. Como dizia ontem o António Barreto isto "parece um jogo de rapazolas, pessoas muito pouco interessadas no que estão a fazer, muito interessadas na pura disputa, competição, em ganhar. São desejos mesquinhos, não é uma ambição grande pelo país. É uma ambição puramente partidária." Vale a pena ouvir a opinião do sociólogo na Sic Notícias AQUI
P.S. - Só espero que quem andou nas ruas a manifestar-se não perca a grande oportunidade de fazer a diferença: votar, votar, votar. Como escrevia o jornalista Bruno Faria Lopes no i "Qual é então a melhor arma para pressionar mudanças? É o voto. Jovens que não votam – e bem mais de 50% não vota – bem podem pedir na rua, mas como não são clientela política contam menos para o poder."
P.S. - Só espero que quem andou nas ruas a manifestar-se não perca a grande oportunidade de fazer a diferença: votar, votar, votar. Como escrevia o jornalista Bruno Faria Lopes no i "Qual é então a melhor arma para pressionar mudanças? É o voto. Jovens que não votam – e bem mais de 50% não vota – bem podem pedir na rua, mas como não são clientela política contam menos para o poder."
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Terminar o ano com um galo
Há bastantes anos que não tinha um galo no alto da cabeça. Melhor, na testa. Tudo aconteceu nas vésperas do ano novo, quando me desloquei a um café chique/trendy/coiso na baixa lisboeta. Por volta das 16horas, bebi um chá como manda a etiqueta, acompanhado por uma boa conversa, até que tive de sair apressada de telemóvel em punho. Estava stressada e com um problema entre mãos. Saí determinada a pôr ordem na situação e choquei contra a porta de vidro. Foi de tal maneira forte que ainda hoje me dói. Fez um barulho tipo: “tóiiiñnnnn” (sou muito má em onomatopeias, peço desculpa). Fiquei com aquela cara de parva: “não sei o que aconteceu”. Olhei para trás e estava toda a gente a olhar para mim. Os empregados ficaram espantados, com cara de pena e um insulto escondido: “Que parva”. Lá fiz o meu sorriso 33, praguejei qualquer coisa e sai depressa. O pior é que tinha de voltar ao bar. Por sorte, tinha o casaco na mão e deu para disfarçar. Mas os empregados toparam-me. Era ver-me de mão na cabeça e orgulho ferido. Presságio de 2011? Confesso que este novo ano não me entusiasma nada. Bem pelo contrário. É ouvir falar de crise, de IVA, desemprego, mais crise… Só me apetece fugir.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O tempo é relativo
São 11 da manhã, mas onde trabalho parecem 7. Há meia dúzia de pessoas, tudo com cara de sono. Há um silêncio estranho, demorado, sem interrupções. Sinal do fim dos tempos? Gostava de sentir o mundo a avançar, a mexer-se, a fervilhar. Wake up people. Rise and shine. Vamos lá para a frente, que isto de ficar à espera do mundo nunca deu em nada. Ou deu?
Na televisão uma espécie de Armagedão. Orçamento ou não orçamento... Ficar feliz com 23% de IVA ou com a queda do governo, mais atrasos, mais eleições e outros senhores que provavelmente farão o mesmo? Não se vê grande luz ao fundo do túnel.
A solução era começar tudo de novo, como as famílias americanas. Declara-se falência e pronto. Mudamos o nome da empresa, dizemos que fomos comprados, que a herança histórica mantém-se, não temos é dívidas e outros problemas, como por exemplo, a mania de viver acima das nossas possibilidades. Já os romanos diziam que éramos ingovernáveis. Será?
Somos óptimos é a dar festas. A sério. Damos perfeitos organizadores e relações públicas. Os exemplos estão aí: Expo 98, Euro 2004. Andámos todos felizes, o pessoal visitou-nos, comou bem, apanhou sol e pagou-nos. Perfeito. Podíamos ser uma espécie de república das festas. Temos um climazinha simpático, gente simpática e boa comida. Topam? (ler com tom de irónia e de má disposição)
Na televisão uma espécie de Armagedão. Orçamento ou não orçamento... Ficar feliz com 23% de IVA ou com a queda do governo, mais atrasos, mais eleições e outros senhores que provavelmente farão o mesmo? Não se vê grande luz ao fundo do túnel.
A solução era começar tudo de novo, como as famílias americanas. Declara-se falência e pronto. Mudamos o nome da empresa, dizemos que fomos comprados, que a herança histórica mantém-se, não temos é dívidas e outros problemas, como por exemplo, a mania de viver acima das nossas possibilidades. Já os romanos diziam que éramos ingovernáveis. Será?
Somos óptimos é a dar festas. A sério. Damos perfeitos organizadores e relações públicas. Os exemplos estão aí: Expo 98, Euro 2004. Andámos todos felizes, o pessoal visitou-nos, comou bem, apanhou sol e pagou-nos. Perfeito. Podíamos ser uma espécie de república das festas. Temos um climazinha simpático, gente simpática e boa comida. Topam? (ler com tom de irónia e de má disposição)
Expectativas...
Os directos de televisão são um verdadeiro petisco. Nos momento em que está tudo colado à TV na esperança de uma resposta ou da grande solução para o problema nacional, acompanhamos carros em andamento e até pessoas a entrarem na casa de banho. Hoje assisti a isso. Uma jornalista ia entrevistar um representado do governo, apanhou-o no corredor. "Lá vem ele", dizia. E pimba. O sr. vira costas e entra na casa de banho. Palmas.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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