quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Compras...

Consegui ir ao Continente comprar cereais e sair com um carro cheio e menos 82€ na conta. Oba! Uma salva de palmas!

Ele há dias

Há dias que merecem ser assinalados. Por boas, más ou péssimas razões, ou mesmo por razões assim-assim. Este merece ser apontado porque impõe uma viragem. Há um antes e um depois. O primeiro dia em que comprei uma cinta quer dizer que mudou qualquer coisa na gravidade, a lei, claro. E na idade. Primeiro que tudo há que explicar que não é uma cinta, cinta. Mas sim uns calões cinta da Calzedónia. Vá, o nome que lhe dão para tirar de vez a conotação avozinha, é shorts moldantes. Há em versão legging, calção ou calção ainda mais comprido. Pois bem, convencida que nunca vou domar as ancas que Deus me deu e que alimento a pão-de-ló e chocolates, resolvi tratar do assunto. Como boa preguiçosa, investi no atalho. É que o meu corpo padece de um problema: está convencido que tem de armazenar gordura na zona das ancas por duas razões: não morrer à fome num temporal e caso me reproduza em breve tenho acumuladas calorias para alimentar o rebento. Bem... Por enquanto não há nada disto, portanto o melhor é a cinta calção moldante.
Primeiro acto: entro na loja e peço ajuda. À pergunta: "aperta muito?". A senhora responde: "Acho que sim", com uns olhinhos de pena. Depois surge outra questão: a cor. Preto ou creme? Escolho o creme, provavelmente inspirada nas cintas da avó e começo a achar a ideia uma triste invenção. Mas o pior ainda estava para vir: o tamanho.
Segundo acto: Peço o equivalente aos meus colãs, o nº 2 e oiço: "É muito pequeno, veja". E confronto-me com uns calções de bebé. Literalmente de criança de dois anos. Cara de espanto e horror. Lá levo o número maior e vou para o vestiário. Segue-se uma sucessão de dor, embaraço, vergonha, calor, muito calor. Et voilà. Consegui enfiar aquilo e sentir-me muito apertada. Bastante aliás.
Terceiro acto: Sai da loja com a cinta e um ar pesaroso. Mas levei a preta, não tive coragem de comprar a bege com ar deslavado de velhinha.
Ainda não tive coragem de a vestir, mas acredito que a minha relação com as saias vai melhorar e pode ser que convença as minhas ancas de que não vale a pena continuar a crescer. A sério. Quando me for reproduzir aviso. E em caso de temporal, como barritas.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Desejos para o dia de amanhã

O processo de acordar

Para mim acordar é um processo. Uma coisa que se vai fazendo ao longo de várias doses de cinco minutos, até chegarmos à inevitabilidade de estar atrasada ou mesmo em cima da hora. E assim se acorda com um boost de energia espectacular. Bom dia!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dos 48 anos de poupança do Cavaco

pode ser que sobre qualquer coisa para me comprar estes sapatos. Na Macy's só custam 96€.

Coitado do Cavaco e das suas poupanças

O presidente da República demonstrou finalmente o que lhe vai na alma: uma total falta de noção do país em que vive. É isso. Pura e simplesmente foi apanhado de surpresa, sem assessores por perto, discursos ensaiados ou perguntas partilhadas, e do alto da sua humildade explicou aos portugueses que sabe o que é viver com pouco. Que até ele, coitadinho, não consegue pagar as despesas. As frases da polémica são assim uns desabafos sobre reformas:
"Ainda não sei quanto irei receber. Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, pois eu também não recebo vencimento como presidente da República. Mas não faço questão quanto a isso."
Para logo a seguir explicar:
"Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, eu e a minha mulher fomos sempre muito poupados. Todos os meses, fizemos questão de colocar alguma coisa de lado. Portanto, posso gastar, agora, parte das minhas poupanças.”
Agora as explicações matemáticas:
Ele optou por receber as pensões (que são mais elevadas) do que o ordenado de PR o que dá qualquer coisa como 10 mil euros por mês. A juntar aos 2900 euros que recebe para gastos de representação. Por acaso estou cheia de pena do Cavaco. Mas assim mesmo triste. Tão triste que dá vontade de o meter num barco e deixá-lo numa ilha deserta.
É preciso ter lata ou muita falta de tacto para ter a coragem de dizer isto em 2012, neste país. É uma vergonha. E o maior tiro no pé que um chefe de Estado podia ter dado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Desaparecida em combate por motivos de falta de cérebro

e derivado a ter estado de férias algures na Irlanda a beber pints, irish coffe (que descobri ser uma coisa bem saborosa), a morrer de frio e a ver ovelhas e mais ovelhas. Bem bom. Dublin e arredores recomenda-se. Tirar fotografias com frio é que descobri ser uma tarefa muito complicada.