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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Compras...

Consegui ir ao Continente comprar cereais e sair com um carro cheio e menos 82€ na conta. Oba! Uma salva de palmas!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Flirtar ou não flitar, as duas versões da história

A dele:
Ela tinha um ar balzé, roupa descontraída, o cabelo solto e um ar de quem está ali a fazer tempo. Ele estava farto de estar numa caixa registadora a aturar velhinhas que roubam sacos de plástico da fruta para usar como sacos grandes e não pagarem o cêntimo. Ela pegou num bloco sanitário e dirigiu-se à caixa. Quando a viu, ele fez um sorriso enorme enquanto a olhava nos olhos. Com os olhos dizia: "Olá, como estás?". Ela retribuiu educamente com um sorriso. O bloco sanitário de limão passou na caixa, custava 1,64€. Ela pagou com dinheiro e ele percebeu que tinha ali a janela de oportunidade. Entregou-lhe o troco na mão e aproveitou para lhe tocar. Pôs uma mão por baixo da mão dela e a outra por cima, e deu uma espécie de "passou bem" com mais um sorriso. Ela ficou atrapalhada e saiu. Acabou a história.

A dela:
Estava farta de andar às voltas e ainda tinha 15 minutos para queimar. Resolve entrar num supermercado e lembra-se que lhe falta bloco sanitário, aquelas coisinhas para pôr na sanita e dar bom cheiro a cada descarga. Só encontra o de limão, não fica satisfeita. Resolve comprar na mesma. Chega à caixa e espera pela sua vez enquanto olha para o relógio a ver se já está na hora. Cumprimenta o senhor na caixa e fica surpreendida com a excessiva simpatia. Pensa: "Hã? Estás-me a fazer olhinhos enquanto compro um bloco sanitário? Não pode ser..." Apercebe-se que ele continua a olhá-la nos olhos. Chega a altura de pagar e opta pelo dinheiro, já que 1,64€ por multibanco é estranho. Quando ele lhe devolve o troco fá-lo de forma demasiado carinhosa. Ela franze a sobrancelha e fica atrapalhada quando por meio segundo ele lhe agarra a mão, com a desculpa de não deixar cair o troco e diz: "Boa tarde e obrigado". Deu-lhe uma espécie de "passou bem" e aí é que a coisa fica estranha. Despacha-se para sair dali e retribui com um sorriso envergonhado e pensa: "Aconteceu mesmo ou foi da minha cabeça?". Fim e sai a rir.

sábado, 23 de abril de 2011

À distância de um clique

É só para dizer que compras de supermercado feitas através dessa maravilha que é a Internet são uma das melhores invenções de sempre. Mesmo correndo o risco de encomendar dez bananas e aparecerem 10 quilos (história verídica derivada da confusão entre unidade (uma) e unidade (caixa de 10)) vale a pena. Não ter de enfrentar filas, birras e famílias em peso a discutir se o detergente líquido Sun é melhor que o Skip é uma bênção. Aquela bela expressão jornalística é bem utilizada neste caso: "o mundo à distância de um clique".

terça-feira, 22 de março de 2011

Compras de bairro


Gosto de ir às compras no bairro. De escolher legumes, mexer na fruta, embalar hortaliças. Gosto de andar carregada de um lado para o outro. Gosto de entrar na peixaria e a senhora me chamar de "minha querida". Gosto de entrar na frutaria e de ser ultrapassada por idosos reformados ansiosos por chegar a casa. Até gosto de levar encontrões desta classe com má visão periférica. Os anos acumulados dão-lhes direito de passarem à frente e a olharem para trás e perguntar, aos cidadãos de segunda como eu: "Ah! Estava na fila?". Faz-se o sorriso nº 33 e responde-se: "Não faz mal". E não faz.
Gosto da vida de bairro que faz lembrar as aldeias. O vagar das pessoas que diariamente saem de casa de manhã para ir comprar comida para o almoço, lanche ou jantar. Pode ser uma cabeça de alho, uma caixa de bolachas, qualquer coisa que nem precisam para aquele dia. É claro que esta vida pertence aos que já não trabalham e que ficam meio perdidos quando descobrem que acabaram os coentros. Acabaram? Como acabaram? Lá lhes fazem sinal (dado que isto é uma cidade enorme) que no supermercado ao lado, na mercearia mais abaixo há de certeza. Nada convencidos hesitam. Ficam muito baralhados com aquela mudança inesperada no destino de uma manhã tão pacata, tão igual às outras.
Mas o melhor das compras é pensar: "Ora bem o que é que vou fazer com isto?". E pode se fazer tanta coisa. É mãos à obra e cozinhar o melhor que se consegue. Tentar fazer magia e mimar o nosso palato. Vamos a isso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Bem-vindo ao mundo encantado dos...

... brinquedos, acessórios, quinquilharias, coisas e mais coisas chinesas. Por ano, entro meia dúzia de vezes no chinês. Não por preconceito, simplesmente porque não tenho nenhuma loja perto do trabalho. Invariavelmente no Natal entro e perco-me nos corredores a descobrir coisas que nem sabia que existiam e eram comercializadas. Não é para despachar os familiares todos a eito, mas para preencher as quotas dos jantares de Natal de amigos. Adoro quando tenho como prova olímpica oferecer um presente de dois euros.
Primeira reacção: “O que é que se pode comprar com dois euros?” Nada. Claro. Batatas, iogurtes, peitos de frango, cereais e coisas assim. Ah, mas no Chinês há tanta coisa por onde escolher. Um mundo encantado. É certo, muitas delas não têm utilidade, mas compensam com a gargalhada de quem as recebe.
Com dois euros comprei duas caixas de plástico para fazer gelados de gelo, um jogo com uma espécie de raquetas e uma chávena de café. Mas há mais pelo mesmo valor. Uma campainha tipo repartição pública, os bibelôs mais pirosos da história, vassouras com bonecos e flores. Entra-se numa espiral vertiginosa de descoberta. Qual criança perdida no Toys'r'us a puxar à saia à mãe, ou melhor, a pôr tudo no carrinho: "Preciso mesmo deste estojo em forma de boneco. A prima afastada da Barbie é que vinha a calhar ou o peluche do Buzz com 50 cm."
A descoberta deste ano é a marca Wu, uma Wii sem o peso da multinacional Nintendo. Só vi comandos da Wu, mas presumo que existam jogos e outros acessórios. Que coisa mais linda esta da globalização, dos preços baixos e da falsificação em barda de tudo o que existe neste mundo. Não?
Bem, se nos pusermos a pensar como é que eu consegui ter tantas coisas por tão pouco dinheiro, tendo em conta que atravessaram o planeta para aqui chegar, é que é mais chato. A porra da globalização tem destas coisas.



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acumuladora

Confesso que quando vou às compras sou picada pelo bicho bunker. Passo a explicar, baixa em mim uma personagem estilo: "é comprar tudo antes que acabe". Produtos que têm uma data de validade grande, é ver-me a encher o carrinho aos pares. Quando o faço, fico convencida que estou a ser muito esperta e acredito piamente que vou adiar eternamente a próxima ida ao supermercado. Nada de errado até aqui. O único problema é quando encho o carro até não caber mais nada e fico com dificuldade a empurrá-lo. Ou melhor, quando chego a casa e os armários estão cheios. Comprar gel de banho aos três frascos, iogurtes às dúzias, pedras para gatas aos 10 kgs, cereais aos pares... Terei uma doença? O que é certo é que, caso os supermercados fechem, podem ir à minha casa comer ou beber qualquer coisinha.