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sábado, 16 de julho de 2011

Bully

Não há nenhum recreio com o típico grupinho de rufias mauzões ou de meninas arrogantes que bata o mundo do trabalho. As negociações de bastidores, os burburinhos de corredor e a insensibilidade dos números são de uma crueldade implacável. Não há nada que nos prepare para isso.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A crise do açúcar

Desenvolvi um hábito um pouco idiota ou simplesmente parvo. É filho da necessidade. Passo a explicar. No meu trabalho há máquina de Nespresso. Também tenho uma em casa, por isso compro cápsulas para as duas. Como o tempo das vacas gordas já se foi há muito por estas bandas, deixou de haver açúcar no trabalho. Quem tem Nespresso, arranja o seu açúcar. Já trouxe um bom bocado numa caixinha, bebo sem açúcar, às vezes, e outras arranjo pacotes nos cafés. É verdade. É este o novo hábito.
Vou beber um café e em vez de tirar um pacote, tiro dois. Já sei fazer isto com bastante destreza. Num movimento ligeiro e pimba. Quando começo a beber já tenho um no bolso. Podia simplificar e tirar logo mais do que um. Mas fico com peso na consciência. (estupidamente, talvez) Se vou com outra pessoa, tiro dois. São os correspondentes ao que consumo. Só que a dobrar. Podia ter-me dado para pior...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Apontar na direcção errada

Acho muito engraçado as pessoas revoltarem-se com quem não é responsável pela situação delas. Apontam as armas para o lado e não para o problema que está em frente. É muito mais fácil dizer mal dos colegas do que do chefe. A origem do problema é o chefe. A solução é o chefe. Mas gastam energias com fartura a dizer mal de quem nada pode mudar. Não me aconteceu directamente, mas sim a quem está acima de mim. Fico com vontade de chegar-me ao pé dessas pessoas, bater-lhes no ombro e dizer: "Gastem energia a mudar a vossa situação. A dizer mal dos culpados em vez de atirarem as mãos ao alto e dizer que os outros coleguinhas é que são sortudos".

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os seres humanos em geral e em particular

Ninguém gosta de ser enganado. Contar com uma coisa e não a ter, é chato. Digamos a título de exemplo que uma pessoa precisa de outra pessoa para o bom curso do seu trabalho. A pessoa Y compromete-se. A pessoa X trata de todos os arranjos essenciais para que tudo corra bem e pimba. Pessoa X à última da hora diz: "Ah! Afinal não posso. Não leve a mal. Não é mesmo possível." E pimba. Desliga com telefone com leviandade, sem hesitar e nós ficamos destroçados, com um pepino nas mãos. Melhor. Quando a pessoa Z compromete-se e pede: "ligue mais tarde". Pessoa X liga e nada. Não atende, nem responde a SMS. Mais valia ter dito: "não"! Levar ao engano, fazendo de conta que está tudo ok, para depois escolher a saída mais fácil e simplesmente não atender o telefone, é cobardia.
O que fazer? Plano B. Plano C. Plano H. Tudo para remediar a situação. A pessoa X e Z responsáveis pelo imbróglio, já nem se lembram do nosso nome, dormem descansadas e nós com o coração aos pulos. Pode parecer uma história amorosa. Juro que não é. Ter de depender de terceiros para o nosso trabalho é uma tarefa muito ingrata.