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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A crise do açúcar

Desenvolvi um hábito um pouco idiota ou simplesmente parvo. É filho da necessidade. Passo a explicar. No meu trabalho há máquina de Nespresso. Também tenho uma em casa, por isso compro cápsulas para as duas. Como o tempo das vacas gordas já se foi há muito por estas bandas, deixou de haver açúcar no trabalho. Quem tem Nespresso, arranja o seu açúcar. Já trouxe um bom bocado numa caixinha, bebo sem açúcar, às vezes, e outras arranjo pacotes nos cafés. É verdade. É este o novo hábito.
Vou beber um café e em vez de tirar um pacote, tiro dois. Já sei fazer isto com bastante destreza. Num movimento ligeiro e pimba. Quando começo a beber já tenho um no bolso. Podia simplificar e tirar logo mais do que um. Mas fico com peso na consciência. (estupidamente, talvez) Se vou com outra pessoa, tiro dois. São os correspondentes ao que consumo. Só que a dobrar. Podia ter-me dado para pior...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hábito ou vício

Cai em tentação. Resisti durante semanas a fio. Vi-me tentada várias vezes, até que me apanharam na curva e vacilei. Os nervos apanharam-me pela direita, o stress pela esquerda e as minhas unhas olharam para mim com aquela cara: "se me roeres, tudo vai ficar melhor. Acredita. É disto que precisas." Esqueci os vernizes lindos que tenho lá em casa. Pus de lado as promessas e juras de que não o faria mais. Rói as unhas. Pronto. Há que dizê-lo com frontalidade. Não resisti e fui tudo a eito. De seguidinha. Dez à minha disposição. Que festim. Senti-me realizada. Aquilo acalmou-me durante um nanossegundo e voltámos à estaca zero.
Bem-feita para mim. A ver se largo o vício. É uma porcaria. Mas não são assim todos os vícios? Só abro uma excepção: chocolate. Quem é que é capaz de apresentar um defeito suficientemente forte para se deixar este manjar dos deuses? Pois que não existe.