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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

domingo, 6 de março de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bang or not to bang?

A minha relação com as franjas (bangs em inglês, assim justifica-se o título catita), começou muito cedo e sempre foi problemática. Acredito que as franjas sejam amigas dos pais. Se não veja-se. Uma criança pequena com cabelo comprido é uma trabalheira. Miúdos com cabelos sujos, a bater nos olhos, despenteados. Tem de existir sempre um gancho por perto ou então o cabelo fica oleoso graças às mãozinhas abençoadas das catraias que mexem em tudo. Podem até surgir hábitos nojentos como chupar o cabelo. Adiante.
Para mim a franja significava repressão parental. Aquilo era a decisão da minha mãe. Eu nada podia fazer. A minha avozinha também adorava cortar-me o cabelo curtinho para "ficar forte". Quando finalmente atingi a bela idade de 10 anos, dei o grito do Ipiranga e tive autorização para deixar crescer a franja. Que liberdade. Finalmente achava que parecia uma verdadeira menina. Mas com essa moda surgiu outra relação complexa. Entrava na minha vida uma coisa chamada bandelete.
Recordem-se que a franja passa por uma fase de crescimento estranha. Nem é, nem deixa de ser. Nem dá para andar solta e mal a conseguimos prender. Nesses momentos, aparece outro instrumento de repressão: a bandelete. O que eu sofri com aquelas coisas que me faziam parecer sempre igual em todas as fotos... A emancipação surgiu anos depois e deu resultados tão bonitos como ter cabelo à rapaz. Agora é ver-me com o cabelo comprido, feliz e solta.
Eis se não quando aparece a moda das franjas. (A história está a ficar demasiado grande, mas é para dar mais drama e justificar a mim mesma esta mudança de vida.) Tremi de repulsa. Praguejei. Clamei aos céus por justiça. Resisti durante anos. Até que ganhei coragem e enfrentei o meu ódio de criança. Aquelas pontas irritantes que me batiam nos olhos e que me impediam de fazer aquele movimento incrível de puxar o cabelo para trás. Rendi-me à mudança, abracei o meu "inimigo" e juntei-me a ele. Mas atenção, a franja não é igual à antiga. Isso não suportaria.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

É só um vestido senhores!

Um vestido pode parecer uma coisa simples. É uma peça de roupa ideal para um Verão de 30 e tal graus. Vim a descobrir que não é bem assim. Pelo menos, não é assim com todos os vestidos. Começo por explicar que os meus vestidos não costumam ser curtos. Acho que só me apercebo do seu comprimento pela reacção dos outros. Hoje foi um desses dias. Logo de manhã, vi os pescoços das senhoras a contorcerem-se para olhar para mim de soslaio. O pensamento devia ser: "Quem é que esta pensa que é?". Eram umas intelectuais do mundo jornaleiro a que pertenço que adoram calças, blusas compridas e coisas indie e alternativas. Na realidade, elas estão convencidas que a inteligência dos outros se mede pelo aspecto. E ao que parecer ser sexy é sinónimo de falta de intelecto. Se essa reacção me irritou, a dos homens não foi melhor. Lanço a questão: por que raio é que acham que têm o direito de olhar para uma pessoa como se ela estivesse sem roupa ou como se fosse a última coca-cola do deserto? Podem olhar, já que isto se trata de uma democracia, mas disfarcem. É o mínimo. Não estou para aqui armada em convencida. Queria apenas usar o meu vestido sem me sentir observada e sem estar sempre a pensar: "Está rasgado?", "Sujei-me?". Catano, é só um vestido curto, um bocadinho acima do joelho. Não é um escândalo. É um vestido. Está calor! É normal! E como dizia uma amiga: "menos! muito menos!"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os sapatos foram feitos para andar?


Desafio para as senhoras. Compramos sapatos porque é chato andar descalço e descobrimos há uns séculos que faz mal à saúde. Golpes, pouca velocidade e cenas desconfortáveis. Tudo o que não interessa. Andar descalço tornou-se uma coisa de fim-de-semana, praia e para fazer em casa. (exlcuindo, claro, quem não tem mesmo sapatos. Mas isso é um tema para outro post. Adiante.)
Retomando a história da humanidade, resolvemos enrolar uns trapos aos pés, de preferência de pele para ser mais resistente. O conceito "sapato" foi evoluindo de tal forma que a sua função primordial - andar de forma mais segura e confortável sem nos magoarmos - tornou-se secundária. Vejamos os belos sapatos de saltos altos, sandálias de cunha e afins. Não servem propriamente para serem confortáveis ou facilitarem o andar. E não me venham com histórias tipo: "saltos altos? não custa nada. ando muito bem", "são super confortáveis". Mentiras. Nas primeiras horas podem dizer isso, mas se subirem uma rua de calçada portuguesa ao final de um dia de trabalho vão ver que é uma tarefa quase impossível.

Confesso que cada vez gosto mais de sapatos de saltos altos, principalmente de sandálias, mas nesses dias sinto-me uma pessoa de mobilidade reduzida. Tenho de os levar quando sei que não vou andar muito. Se tenho alguma caminhada pela frente, toca a trocá-los. Bizarro?
Acho que existe uma correlação entre mobilidade e idade. Quanto mais velha, menos mobilidade. E não é nenhum problema físico. A culpa é dos saltos altos. Como me diziam ontem: "saltos altos fazem bem ao ego". Será?