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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Praia Mar em livro

Este livro é lindo de morrer. Doce, divertido e põe qualquer pessoa bem-disposta. O autor é Bernardo Carvalho e a editora é a simpática Planeta Tangerina. Quero muito e vou tratar disso. Saber mais aqui


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Escrever como quem cozinha

Escrever parece fácil. Aprende-se o básico. Há um sujeito, um verbo, complementos, preposições e vai-se por aí a fora. Qualquer pessoa o consegue fazer. Temos de ter ideias, é certo. Mas mais uma vez qualquer ser pensante as tem.
Temos de saber organizá-las de forma correcta. Com princípio, meio e fim. E já está. Mas escrever é como a culinária. Para se conseguir criar novos sabores, nunca antes provados, é preciso uma dose de génio, de brilhantismo. Alcançar tal proeza não é fácil. Tal como a culinária ou a ginástica, é preciso treino. Muito treino para se atingir o que se pretende. Ainda assim é difícil.
Pegamos num livro e de repente percebe-se que a mestria de uns é a impossibilidade de outros. Pegar em palavras e organizá-las de forma original, transcendente, é uma tarefa reservada a poucos. Não almejo atingir tal categoria, gosto de a apreciar, de ser surpreendida e de pegar num livro e pensar: "Bolas! És mesmo bom ou boa". Aconteceu-me agora mesmo ao pegar no "Grande Gatsby". Já aconteceu com tantos outros. É quase como pegar em ovos, sal e pimenta e criar uma coisa que nos eleva. A literatura é isso. Apreciar cada palavra, cada frase, cada parágrafo. Sentir uma explosão de emoções a elevar-nos o palato. No fim, descobrimos que naquela história ou prato tem algo de novo, de diferente, de invulgar. Que a vida esteja cheia de experiências destas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vargas Llosa

Não gosto do final dos livros. Porquê? Muito simples, não quero que acabem. As últimas páginas são as que demoram mais tempo. Não gosto de acabar um livro assim por acaso. Tem de ser num momento especial, sem distracções. Uma coisa solene. Se chego ao fim de um livro é porque estou a gostar. Se a meio me farto, desisto. Há tanta coisa boa para ler que procuro melhor.
Hoje acabei o livro "Travessuras da Menina Má", de Mario Vargas Llosa. Gostei bastante. Não sei se aquilo é amor verdadeiro, obsessão, vício, oportunismo. É um pouco de tudo. Mas quem pode, realmente, criticar a dedicação de uma vida a outro ser humano. Mais não digo. Quem leu sabe do que estou a falar. Quem não o conhece, aconselho vivamente que o faça. Quero deixar aqui o final do livro que resume tudo muito bem. Spoiler alert! Quem não quer saber como acaba, pode fechar a página agora.

"Uma tarde, sentados no jardim, à hora do crepúsculo, disse-me que, se algum dia me lembrasse de escrever a nossa história de amor, não a fizesse ficar muito mal porque, nessa altura, o seu fantasma viria todas as noites puxar-me pelos pés.
- E porque é que te lembraste disso?
- Porque sempre quiseste ser escritor e não te atrevias. Agora que vais ficar sozinho, podes aproveitar; assim não terás tantas saudades minhas. Pelo menos, confessa que te dei assunto para um romance. Não foi, menino bom?"

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Books are poo"

O Natal tem destas coisas... E o vídeo só tem piada porque o catraio não tem para aí uns 10 anos. É um desabafo sincero.