Deixem-me que vos conte como é a minha empregada doméstica que faz aparições de 15 em 15 dias. A primeira vez que a vi foi através do buraquinho vidrado no meio da minha porta. A sra. estava a devorar uma fatia de bolo rei carregado de açúcar em pó. "Adoro bolo rei." Muito simpática, percebi que a descrição que me tinham feito estava correcta. À pergunta: "Como é que ela é?". Uma resposta perfeita: "Tem os dentes necessários". Explicação extra: os dois da frente e mais ou menos quatro em baixo, com buraco para os de cima.
Baixinha, meio roliça e muito prestável. Fartou-se de limpar, com direito a horas extras porque não gosta de deixar o trabalho mal feito. Ainda recebi um presente para as minhas gatas. Fiquei fã de chegar a casa e ver as coisas arrumadas sem a minha contribuição. Além de limpar, ela arruma tudo. Mesmo o que não se pede.
Nesse mesmo dia, a sra. fez questão de me ligar para fazer a explicação do trabalho. O único detalhe chato é que eram 23h38 e na manhã seguinte acordava às 5 da manhã. Outra contribuição original é que terá dito que a minha casa era difícil porque tinha pêlos de gata nas paredes. Huuummmmmm. Pêlos de gatas nas cadeiras? Check. No sofá? Check. No chão? Check. Nas paredes? Acho difícil. Mas será possível?
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quarta-feira, 9 de março de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Ser dono/a de uma casa
É muito bom, bem giro, é inevitável no que toca à evolução do Homo Sapiens actual. A única coisa chata nisto é que é uma profissão para a vida. Ter uma casa (comprada ou alugada) implica a sua manutenção. A manutenção mais simples e básica pode ser engraçada. Escolher cores, móveis, decoração, mas e as compras... A comida acaba sempre. Todos os meses temos de comprar carne, pão, cereais, leite. E o pó que nasce todos os dias vindo do espaço. Mesmo com janelas fechadas e poucos metros quadrados há dias que parece o faroeste. Era tão bom que não se tivesse de fazer isso todas as semanas. A sensação é: "mas eu já não tinha limpado isto?" Tinha. Mas suja-se sempre. Que ciclo infindável.
O problema de sair da casa dos papás, é que agora a casa é nossa. Ninguém gosta de viver na desarrumação. No meu quarto em casa dos meus pais, ser desarrumada era quase uma questão de estilo, de personalidade, um desapego às coisas materiais. Balelas.
O facto de não ter aquelas senhoras simpáticas que a troco de euros nos fazem esse trabalho chato, pode contribuir para esta noção: nunca vai estar sempre arrumado nem sempre limpo. Faz-se o que se pode. Os filmes da Disney é que não me prepararam para isto. Não me lembro de ver a Branca de Neve, nem a Ariel a limparem a casa, depois de terem encontrado o príncipe encantado.
Mas para não tornar este post um desabafo inútil e pessimista. Confesso que além de me ter dedicado às limpezas com assistência técnica (justiça seja feita a quem divide o lar comigo). Aprendi a fazer tarte de chocolate. Bem boa!
O problema de sair da casa dos papás, é que agora a casa é nossa. Ninguém gosta de viver na desarrumação. No meu quarto em casa dos meus pais, ser desarrumada era quase uma questão de estilo, de personalidade, um desapego às coisas materiais. Balelas.
O facto de não ter aquelas senhoras simpáticas que a troco de euros nos fazem esse trabalho chato, pode contribuir para esta noção: nunca vai estar sempre arrumado nem sempre limpo. Faz-se o que se pode. Os filmes da Disney é que não me prepararam para isto. Não me lembro de ver a Branca de Neve, nem a Ariel a limparem a casa, depois de terem encontrado o príncipe encantado.
Mas para não tornar este post um desabafo inútil e pessimista. Confesso que além de me ter dedicado às limpezas com assistência técnica (justiça seja feita a quem divide o lar comigo). Aprendi a fazer tarte de chocolate. Bem boa!
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