Ontem decidi arrumar o roupeiro. Era uma tarefa adiada há muito, muito tempo. Essa arrumação implicou também a arrumação das gavetas. A dada altura tive um acesso de fúria e resolvi tirar tudo das gavetas. Tudo! Ficou uma pilha de roupa ao meu lado. Olhei para aquilo e fiquei ainda mais desesperada. Só tinha vontade de deitar TUDO fora. Pronto. Começava de novo. Não tinha de lidar com peças de roupa já com vários anos que estão perdidas no fundo da gaveta mas que ainda assim me fazem pensar: "Isto um dia vai dar jeito". Não vai. Eu sei disso, mas não me consigo controlar.
Gostava que a roupa fosse descartável. Usávamos durante uns tempos, depois dávamos a outra pessoa. A roupa ia para uma espécie de armazém mundial que funcionaria como uma cadeia de roupa. Parvoíce de segunda-feira? Talvez.
O certo é que acumulamos tanta, mas tanta coisa. Uma estupidez. No fim de contas, arrumei tudo e enchi dois sacos com roupa para dar. Balanço positivo.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Desarrumações mentais
Sou a pior pessoa do mundo a encontrar coisas. Duvido que exista outro ser humano com tanta dificuldade a procurar e a encontrar objectos. Desafio qualquer um a ser tão desorientado em termos de arrumação como eu. No entanto, esta é uma patologia geográfica, ou seja, só acontece em casa. A procurar informação, desenterrar artigos, livros e outros instrumentos de trabalho, safo-me muito bem, obrigada. Em casa, procurar óculos, guardanapos ou aquela camisola preta que preciso mesmo, sou a pior. Perco a paciência e desisto. Acredito piamente que existe um buraco negro escondido algures que me engole as coisas (além das meias) e só volta a aparecer quando são as outras pessoas a procurar. Depois é ver o resto da humanidade a gozar: "Não havia papel higiénico? Ah, ah. No sítio do costume estão lá seis rolos". A minha resposta é sempre a mesma: “Mas eu procurei”.
Não é culpa da minha miopia, apesar de ser um humano que não pode andar/existir sem a ajuda preciosa da ciência. Acho que não tenho jeito ponto. Sou muito espavorida. Parece que ando sempre apressada e se no primeiro milésimo de segundo não vislumbro a solução, acabou-se. Não é uma patologia grave. Tem cura, a longo prazo. Entretanto divirto quem partilha comigo o tecto. Pelo menos isso.
Não é culpa da minha miopia, apesar de ser um humano que não pode andar/existir sem a ajuda preciosa da ciência. Acho que não tenho jeito ponto. Sou muito espavorida. Parece que ando sempre apressada e se no primeiro milésimo de segundo não vislumbro a solução, acabou-se. Não é uma patologia grave. Tem cura, a longo prazo. Entretanto divirto quem partilha comigo o tecto. Pelo menos isso.
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