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domingo, 22 de maio de 2011

O livro das caras

Tenho facebook, utilizo-o quase todos os dias (excepto fins-de-semana) e gosto de conversar com amigos, rever colegas e receber updates de sites de informação, lojas e afins. Não tenho nada contra redes sociais, nem penso que o facebook destrua as relações sociais. Mas às vezes interrogo-me se não há por aí muita gente que vive em função do facebook. Que vai à esplanada para escrever que foi. Que tira mais fotos só para mostrar no facebook. Que vai de férias e não consegue desligar do facebook e tem de mostrar o que viu e fez no exacto momento em que as coisas estão a acontecer. Pergunto-me sempre: "por que raio é que não te estás a divertir em vez de escreveres essas coisas no facebook?". Melhor ainda são os anúncios: "vou fazer uma coisa incrível e já volto". O objectivo é a pura partilha ou é o: "toma lá, roam-se de inveja". Posso estar a ver segundas ou quintas intenções em mensagens simples mas fico sempre com essa sensação. É o género: "ai vou ter uma manhã tão ocupada. Tenho de ir às compras, levantar o passaporte para ir para um país exótico e depois tenho uma massagem. Amigos, eu sei que vocês precisam imenso de saber isto e não é para fazer inveja a ninguém". Hummm. Pois. Se calhar eu é que sou a pessoa horrível. Mas enfim. Agora tenho de desligar e ir jogar à bola com as minhas gatas. (Tradução: papel em forma de bola que se atira, elas apanham e devolvem) Não é o equivalente a uma viagem mas é o melhor que se arranja.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Esquisitices de gato

Já aqui falei das minhas duas gatas. São lindas de morrer e fofas até mais não. Mas também têm os seus momentos menos felizes. As esquistices deste mês são bem originais. Aqui ficam:

- Adoram brincar com a água dos seus bebedouros. Desconfio até que sejam experimentalistas no que toca à comida. Já vi uma delas a tirar uma bolinha de comida seca com a pata e a colocá-la dentro de água. Em seguida, põe a pata dentro de água para tirar a comida. Anda ali meio a brincar. Quando a consegue apanhar, depois de ter espalhado água pelo chão, come a comida molhada. Terá um sabor mais apurado? Ela repete isto todos os dias. Felizmente não o faz com a comida toda.

- Gata salta para o cimo das costas de um cadeirão. Equilibra-se e estica o seu belo pescocinho em direcção ao quadro que está na parede, por cima do cadeirão. Nesse momento decide mordiscar o quadro. Que coisa mais fofa! Mais uma vez: "porquê?".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Castigar bichos fofos não é fixe


Escrevo isto quando já fizemos as pazes e eu aguentei-me estoicamente durante todo o castigo. Passo a explicar. As minhas duas gatas ainda não entraram na adolescência, mas de vez em quando têm ataques severos de loucura acidental. Salta-lhes a mola e pimba. É vê-las a saltar, pular, derrubar coisas, a fazer asneiras de tal dimensão que incluem derrubar árvores de Natal. Adiante. Face a isto, um dono responsável só tem uma saída: castigar e gritar. Pela ordem inversa. Tentar uma palmadita e também é uma possibilidade. Aqui fica um exemplo prático:
Gata com ar suspeito, meio amedrontado, no corredor. Segunda gata, descansadamente, em cima do balcão da cozinha a tentar comer os restos ou a lamber o que apanhar. Ser humano levanta os braços e grita. Segunda gata sai disparada para o corredor, com ar de "ai, sou tão fofinha, mas quando virares costas faço o mesmo". Humano pensa, elas têm de aprender. Gatas fogem com sucesso, mas não escapam ao castigo que as fará reflectir sobre o dia em que derrubaram a árvore, atiraram comandos para o chão e subiram para o balcão da cozinha. Felinos ficam restritos a três divisões: corredor, cozinha e casa de banho. Humano continua a sua vida em casa, mas cada vez que olha para as gatinhas com o ar mais fofinho e de "não fiz por mal", só lhe apetece encher os bichos de mimos e beijinhos. Nada feito. Tem de se aguentar. Humano fica triste e com remorsos. Passado pouco tempo felinos acalmam-se e é assinado o tratado de paz.
Conclusão do dia: Não quero pôr ninguém de castigo. Mesmo que sejam só duas gatinhas que ficaram com menos uns metros quadrados para brincar. É uma grande chatice e custa. Nem quero imaginar com catraios.