terça-feira, 10 de setembro de 2013
308 municípios x muitos
As televisões não vão fazer a cobertura das eleições autárquicas. Esta frase parece uma brincadeira. Aliás, numa dita democracia é uma ideia louca. Mas parece que é o que vai acontecer e a explicação é simples. Quase matemática. São 308 municípios, vezes pelo menos 3 candidatos (mas há sempre mais) e todos têm de ter a mesma cobertura mediática. Em termos de contas dá para perceber quantos jornalistas seriam necessários para esta cobertura. E em horas de telejornal? Giro não?
As três televisões juntaram-se e pimba:
"os canais consideram ser uma «interpretação restritiva da lei eleitoral autárquica». A lei exige que todas as candidaturas, independentemente da dimensão ou influência, tenham igual tratamento por parte dos órgãos de comunicação social. As televisões argumentam não ter meios para fazer cumprir a orientação da Comissão Nacional de Eleições."
Não estará a comissão nacional de eleições a confundir os telejornais com os tempos de antena ou com os outdoors políticos?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
33 anos de "Eu vi um sapo"
A menina que popularizou a canção não teve uma carreira tão longa como o tema que ganhou o Sequim de Ouro, na versão italiana "Ho visto un rospo", em 1980. Maria Armada ainda lançou mais uns temas, teve um programa na rádio local e segundo a wikipedia deu concertos até aos 20 anos. Não pretendo com isto contar mais uma história de estrelas infantis que não conseguem fazer a transição para a vida adulta mas porque eu própria dei nova vida ao tema. Enquanto o meu bebé não me pede temas novos ou melhor me introduz no incrível mundo da Xana Toc Toc e dos caricas, tem de me ouvir a assassinar temas old school. Um deles é o do sapo. Claro que tive de ir pesquisar a letra porque só me lembrava de uma estrofe. Agora já a sei de cor e salteado e o bebé adora, simplesmente adora a música. E como boa letra infantil esta não faz muito sentido, principalmente o final. Vimos um sapo a comer, ele não nos oferece o repasto, no fundo é malcriado por isso vamos brincar. Aqui fica a letra para memorizar.
"Eu vi um sapo
Um feio sapo
Ali na horta
Com a boca torta
Tu viste um sapo
Um feio sapo
Tiveste medo
Ou é segredo
Eu vi um sapo
Com guardanapo
Estava a papar
Um bom jantar
Tu viste um sapo
Com guardanapo
E o que comia
E o que fazia
Eu vi um sapo
A encher o papo
Tudo comeu
Nem ofereceu
Tu viste um sapo
A encher o papo
E o bicharoco
Não te deu troco
Eu vi um sapo
Um grande sapo
Foi malcriado
Fiquei zangado
Tu viste um sapo
Um grande sapo
Deixa-o lá estar
Vamos brincar."
domingo, 8 de setembro de 2013
Mensagem de carinho materno
Ter filhos é uma forma de revivermos a nossa infância. As histórias que ouvimos contar de como éramos em bebés são repetidas até a exaustão. A minha preferida revela bem como eu era um bebé um pouco insuportável. A minha mãe recordava com carinho, a propósito do choro do meu bebé, um bonito detalhe contraceptivo: "Sempre que desatavas a chorar, lembrava-me logo de tomar a pílula." Bonito, não é? Tal não era o medo de lhe calhar outro bebé deste calibre.
sábado, 7 de setembro de 2013
Rubrica: o que eu desconhecia da maternidade
Que só me foi possível voltar a ler um livro - perdão, começar a ler um livro - quando a criança já tinha 3 meses e meio... Agora vamos ver como vou conseguir manter esse hábito.
Como as redes sociais nos complicaram a vida
Agora ir ao café, ao restaurante ou à praia tornou-se mais difícil. Tudo parece ter de ser picture perfect para aparecer numa qualquer rede social. O café tem de ser incrível, com pessoas espectaculares e temos mesmo de nos divertir e estar com um ar de felizes da vida para a seguir usarmos um filtro de fotografia e a realidade parecer ainda mais gira.
Todas as semanas temos de ter um programa super interessante. Entendo a preocupação com isso mas parece-me que tudo se inverteu. Já não nos divertimos apenas para, lá está, nos divertirmos, mas para os outros saberem que nos divertimos. Essa preocupação até pode fazer com que se perca o tal momento incrível porque queremos fotografá-lo, encontrar o filtro mais adequado e publicar esse momento na tal rede social. Viver na esfera pública é mais ou menos isto: cada um se transforma numa pequena celebridade para o seu círculo de amigos e conhecidos. E todos ficamos a conhecer os novos sapatos, vernizes, restaurantes chiques, as férias incríveis e os 390 amigos que se amam de paixão. Tudo sempre um pouco exagerado, tal e qual como as cores dos filtros das fotografias.
A maternidade no seu lado mais bizarro
Bater palmas e ficar verdadeiramente feliz quando se abre uma fralda e está cheia de cocó é uma coisa que nunca me imaginei a fazer. Mas é verdade. Isso e dizer - "boa! que lindo!" - depois do bebé dar um gigante arroto. A maternidade é muito escatológica!
Subscrever:
Mensagens (Atom)