domingo, 8 de setembro de 2013

Mensagem de carinho materno

Ter filhos é uma forma de revivermos a nossa infância. As histórias que ouvimos contar de como éramos em bebés são repetidas até a exaustão. A minha preferida revela bem como eu era um bebé um pouco insuportável. A minha mãe recordava com carinho, a propósito do choro do meu bebé, um bonito detalhe contraceptivo: "Sempre que desatavas a chorar, lembrava-me logo de tomar a pílula." Bonito, não é? Tal não era o medo de lhe calhar outro bebé deste calibre.

sábado, 7 de setembro de 2013

Rubrica: o que eu desconhecia da maternidade

Que só me foi possível voltar a ler um livro - perdão, começar a ler um livro - quando a criança já tinha 3 meses e meio... Agora vamos ver como vou conseguir manter esse hábito.

Como as redes sociais nos complicaram a vida

Agora ir ao café, ao restaurante ou à praia tornou-se mais difícil. Tudo parece ter de ser picture perfect para aparecer numa qualquer rede social. O café tem de ser incrível, com pessoas espectaculares e temos mesmo de nos divertir e estar com um ar de felizes da vida para a seguir usarmos um filtro de fotografia e a realidade parecer ainda mais gira. Todas as semanas temos de ter um programa super interessante. Entendo a preocupação com isso mas parece-me que tudo se inverteu. Já não nos divertimos apenas para, lá está, nos divertirmos, mas para os outros saberem que nos divertimos. Essa preocupação até pode fazer com que se perca o tal momento incrível porque queremos fotografá-lo, encontrar o filtro mais adequado e publicar esse momento na tal rede social. Viver na esfera pública é mais ou menos isto: cada um se transforma numa pequena celebridade para o seu círculo de amigos e conhecidos. E todos ficamos a conhecer os novos sapatos, vernizes, restaurantes chiques, as férias incríveis e os 390 amigos que se amam de paixão. Tudo sempre um pouco exagerado, tal e qual como as cores dos filtros das fotografias.

A maternidade no seu lado mais bizarro

Bater palmas e ficar verdadeiramente feliz quando se abre uma fralda e está cheia de cocó é uma coisa que nunca me imaginei a fazer. Mas é verdade. Isso e dizer - "boa! que lindo!" - depois do bebé dar um gigante arroto. A maternidade é muito escatológica!

domingo, 23 de junho de 2013

Rubrica: o que eu desconhecia na maternidade

Que usar brincos é uma questão de vida ou morte da orelha, entenda-se. É que num ataque de cólicas um bebé agarra tudo o que tem à mão. De brincos, a cabelos e é até possível conseguir arrancar-nos um pouco do pescoço. Limar as unhas ao bebé é um habito essencial só bem estar dos pais.

domingo, 9 de junho de 2013

Pensamento da noite

Porque raio é que o aero-om não funciona como tranquilizante, ao melhor estilo valium? Acho que é isso que muitos pais pensam quando se apercebem que ainda agora a noite começou e já dá para perceber que o bebé não está muito interessado em dormir... Outro pensamento é: naquelas alturas de choro compulsivo em que já arrancamos cabelos porque é que eles continuam a rejeitar a chupeta? E quando insistimos com um pouco mais de força porque não funciona? A vontade é dizer: ouve lá o que se passa? Vamos conversar e resolver isto. Mas não dá. Acabam por ganhar eles e lá vêm para o colo.

sábado, 8 de junho de 2013

Séries - uma antiga e uma velha

Uma descoberta nova foi a série "House of Cards", sobre os bastidores políticos da Casa Branca e Senado. A série está muito bem escrita e Kevin Spacey é simplesmente genial. É aquele filha da mãe que consegue fazer com que gostemos dele. Mesmo sendo manipulador, egoísta, sem escrúpulos e capaz de qualquer coisa. É uma daquelas séries que prende pelos diálogos, reviravoltas e pela incrível capacidade do ser humano de ser um verdadeiro animal. Um animal educado, é certo, mas no fundo aquele mundo é tal e qual uma selva, e todos querem ficar com a melhor parte da presa e mostrar que aquele território é deles. Uma descoberta velhinha, velhinha é a série "Dexter". Sempre ouvi falar muito bem da série, do actor, do guião, mas aquele sangue todo deixava-me incomodada. Achava que não ia gostar e agora estou viciada. A vida de um serial killer com valores morais e uma ética muito própria é uma bela ideia. Dexter tem aquele lado de justiceiro, de herói mas sem ser um chato. Benditas sejam as séries que salvam o cérebro de uma recém mamã de se afundar em biberons de bebé, fraldas e chupetas.