quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ai o que nós precisamos mesmo é disto

Tudo que o mundo precisava era de mais um engodo, desta vez em forma de colar quantico. Enganar pessoas não é bonito, a sério que não é. http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Denunciado/enganoso/collar/cuantico/elpepusoc/20111116elpepusoc_8/Tes




P.S. - A voz do ministro das finanças é o melhor sonífero

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rotundas ou espirais eternas?

Estou seriamente convencida que neste país ninguém sabe conduzir em rotundas. Assim que entram nas ditas criam faixas imaginárias, começam a visualizar inimigos em cada carro e acham que vão ficar presos para todo o sempre naquela espiral. Qual a melhor solução? Fazer a rotunda sempre pela faixa de fora, fazendo com que a viagem demore o dobro do tempo porque está toda a gente na mesma faixa. E era isto que tinha para dizer ao mundo.

Downton Abbey, uma série deliciosa

Boa, mas assim bem boa. Ao estilo telenovela sem cair no exagero. A não perder!

E outro trailer de Downton Abbey

As pessoas no geral

É inevitável nos cruzarmos com outros seres humanos. É daquelas coisas em que não há mesmo nada a fazer. Bem, podemos sempre nos tornar ermitas e fugir para uma ilha deserta ou até entrar para um convento daqueles em que é proibido falar. Isto tudo para dizer que há dias em que só me apetece ficar na cama com as gatas e restringir a humanidade a uma pessoa. O resto nem vê-los. É feio de se dizer bem sei, mas há dias em que parece que o mundo à nossa volta enlouqueceu, que todos nos chateiam a cabeça até à exaustão, que nada do que se faz está correcto, que tudo é uma grande seca e que a vida podia ser bem mais simples. Nesses dias podíamos pedir baixa por razões pessoais. Ficava em casa a fazer tricô, a comer e a vegetar. Ohhhh o verbo procrastinar nunca me soou tão bem.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dúvida existencial

Porque será que quando estamos alcoolizados temos a triste mania de falar alto? Será que os canais auditivos ficam entupidos com o álcool em excesso e nos enviam uma mensagem para ao cérebro do tipo: "Assim ninguém ouve essas pérolas de sabedoria que jorram da tua boca em momentos de boémia. Grita"? Ou achamos que, apesar de não haver barulho nenhum especia, de estarmos em casa, há uma grande festa dentro da nossa cabeça? Não sei a razão, mas intriga-me. E é coisa que me acontece com bastante facilidade para tristeza dos que me rodeiam.

sábado, 12 de novembro de 2011

Dormir

Esta semana não tive muita sorte no que toca o dormir. Acordei com o barulho alheio e sempre por volta das sete (madrugada para mim). Então sucedeu o seguinte:
Segunda-feira uma das minha gatas acordou com fome/necessidade de carinhos e resolveu queixar-se. Não quis esperar que os humanos acordassem e resolveu tratar do assunto. Toca de miar, raspar a porta. Repito, eram sete da manhã. Levou vários raspastes e nada... Só se calou com a terceira investida.
Terça-feira o meu vizinho de cima (que desconfio é surdo ou tem problemas) deixou que o seu despertador tocasse e vibrasse durante para aí uns 10 minutos de seguida, para longo a seguir a um breve intervalo voltar. E o quarto dele é exactamente por cima do meu... Repito, era, sete da manhã. O resultado foi um ataque de nervos, seguido de tremeliques, e palavras menos bonitas... Ah, e o martírio durou 20 minutos.
Quarta-feira foi uma pessoa vinda não sei de onde que resolveu tocar à campainha por volta das oito a perguntar se o senhor Manel não estava ali a trabalhar. Não estava...
É certo que não foi toda a semana, mas foi o suficiente para me fazer ter sono às onze numa sexta-feira. Espero que a próxima semana seja mais calma.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Finanças

Acredito piamente que nos departamentos das finanças fala-se outra língua, uma nova espécie de português que desconheço. Quando lá chego fico em estado de choque sem perceber muito bem o que me dizem.
Há pouco tempo apareceu-me uma dívida estranha em casa. Primeira reacção: pânico. Depois percebi que afinal estava tudo bem. Fomos ao departamento e tive de escrever por escrito um pedido que era qualquer coisa como: "Solicito o afastamento da coima". Ora aqui está uma frase deliciosa. Não peço para não pagar, não digo que não devo nada a ninguém, nem solicito a isenção da coima, mas sim o afastamento dela. Que requinte. Quero muito aplicar isto ao meu dia-a-dia. Ideia de hoje: "Solicito o afastamento do trabalho e a aproximação urgente das férias ou da reforma".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quinta da Regaleira

Um belo passeio de fim-de-semana e vale a pena fazer a visita guiada.






sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lá, lá, lá

Lá, lá, lá

2012

Com estas medidas todas que para aí vêm estou seriamente a considerar, como plano mais eficaz, voltar para o útero da minha mãe. Fico lá um aninho a descansar e depois volto. Ok?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pérolas de sabedoria

No zapping diário já tropecei em algumas pérolas da Casa dos Segredos. Aqui ficam duas deliciosas.

A voz fala para uma das concorrentes: "Diga-me o nome de um país da América do Sul?"
Concorrente: "Ai, não sei..."
A voz insiste: "Diga só um país."
Concorrente: "Hummm, não sei mesmo"
Depois vem um silêncio e...
Concorrente: "África"

Outra história bonita. Num jogo de adivinha quem sou eu, com aqueles post-its na testa, Fanny demonstra o seu raciocínio.
"É actor?"
"Não"
"Jogador?"
"Não"
Silêncio acompanhado de olhar no vazio.
"Drogado?"
Aqui está uma lógica impressionante. Depois de muitas pistas, ela percebe que é alguém ligado à religião.
"Papa João Paulo II"
"Não."
"João Paulo III"
ahhhh... Tão bom.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gatos


Não é um vídeo novo mas é tão bom. Vou ensaiar isto com as minhas gatas e transformá-las em estrelas do You tube.

True blood... volta

Vi a primeira temporada e gostei logo, tipo paixão à primeira vista. Num misto de gritinhos de adolescente: "aiii, Bill"; "aiii, Eric" e outros gritinhos de medo. Depois a acção complica-se. A tensão sexual mantém-se e começam as loucuras de seres estranhos e a tentativa de encontrar algum sentido. As relações vão ficando menos infantis e pela segunda temporada já estamos presos. Agora a terceira... A terceira é maravilhosa. Devorei-a numa semana e para mal dos meus pecados ainda não arranjei a quarta. Nos dias seguintes senti-me um pouca orfã. Mas hei-de tratar disso brevemente.
"Sokiiiiiiiiieeee"

O meu cesto do almoço

Uma coisa que escrevi por aí no universo das letras impressas.

Somos uma geração de nostálgicos,a maralha dos 25 aos 40. É ver-nos
aos pulos quando descobrimos uma loja que vende os Pinypon e o castelo do He-Man. Chegam a vir-nos as lágrimas aos olhos quando ouvimos o genérico da Arca de Noé (aqui
me assumo) e ficamos emocionados ao rever o imbatível guarda Serôdio. Os blogues sobre o tema nascem como cogumelos e Nuno Markl tem ajudado, e muito, esta geração
faminta por viagens no tempo. Mas recordar nem sempre é bom. Digamos, por exemplo, recordar o cesto do almoço. O verbo odiar, conjugado em situações extremas, assenta aqui que nem uma luva. Odiava tanto o meu cesto do almoço que sempre que o via dava-lhe pontapés. Mas pontapés a sério, do alto dos meus quatro anos. O cesto do almoço era igual a ver uma sopa verde com batata cozida(ou melhor, um monstro verde) e significava que não ia comer à casa dos meus avós. Aqueles almoços não eram memoráveis só por causa da comida, mas sim pela viagem. Imaginação nunca faltou ao meu avô, por isso andar de carro com ele não era rotineiro. O carro transformava-se no que nós quiséssemos. Podia ser um comboio, com o meu avô a fazer os barulhos “pouca terra”, um jipe, com ele a passar por cima de buracos, e até o elevador
era um helicóptero, um avião, o que nós quiséssemos. O cesto tricolor, de verga, significava que ia comer na escola, ao lado das auxiliares que me fiscalizavam
porque às vezes deitava a sopa no lixo quando as apanhava desprevenidas. Detestava tanto o cesto que quando o revi voltei a sentir o cheiro do refeitório e a recordar-me do termo com dois compartimentos: sopa + prato principal. Hoje parece-me mais inofensivo. Mesmo assim não o quero lá em casa.

Aquela altura do mês

Estar "naquela altura do mês" é achar que o mundo vai acabar a qualquer momento e ter a certeza de que somos o mais infeliz ser vivo à face da terra. Até uma alface tem uma vida mais interessante. "Aquela fase do mês" faz com que tenhamos uma lágrima preparada para saltar a qualquer momento. Mas o melhor de tudo é que nos podíamos consciencializar que "ah, estou a ver isto tudo muito triste porque estou naquela altura do mês". Ainda assim, depois de fazer esse raciocínio e ter vontade de matar aquelas senhoras saltitonas dos anúncios da Evax, continuo a achar que o mundo é um cocó e quero é ficar fechada no quarto a dormir. The end!