No zapping diário já tropecei em algumas pérolas da Casa dos Segredos. Aqui ficam duas deliciosas.
A voz fala para uma das concorrentes: "Diga-me o nome de um país da América do Sul?"
Concorrente: "Ai, não sei..."
A voz insiste: "Diga só um país."
Concorrente: "Hummm, não sei mesmo"
Depois vem um silêncio e...
Concorrente: "África"
Outra história bonita. Num jogo de adivinha quem sou eu, com aqueles post-its na testa, Fanny demonstra o seu raciocínio.
"É actor?"
"Não"
"Jogador?"
"Não"
Silêncio acompanhado de olhar no vazio.
"Drogado?"
Aqui está uma lógica impressionante. Depois de muitas pistas, ela percebe que é alguém ligado à religião.
"Papa João Paulo II"
"Não."
"João Paulo III"
ahhhh... Tão bom.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Gatos
Não é um vídeo novo mas é tão bom. Vou ensaiar isto com as minhas gatas e transformá-las em estrelas do You tube.
True blood... volta
Vi a primeira temporada e gostei logo, tipo paixão à primeira vista. Num misto de gritinhos de adolescente: "aiii, Bill"; "aiii, Eric" e outros gritinhos de medo. Depois a acção complica-se. A tensão sexual mantém-se e começam as loucuras de seres estranhos e a tentativa de encontrar algum sentido. As relações vão ficando menos infantis e pela segunda temporada já estamos presos. Agora a terceira... A terceira é maravilhosa. Devorei-a numa semana e para mal dos meus pecados ainda não arranjei a quarta. Nos dias seguintes senti-me um pouca orfã. Mas hei-de tratar disso brevemente.
"Sokiiiiiiiiieeee"
"Sokiiiiiiiiieeee"
O meu cesto do almoço
Uma coisa que escrevi por aí no universo das letras impressas.
Somos uma geração de nostálgicos,a maralha dos 25 aos 40. É ver-nos
aos pulos quando descobrimos uma loja que vende os Pinypon e o castelo do He-Man. Chegam a vir-nos as lágrimas aos olhos quando ouvimos o genérico da Arca de Noé (aqui
me assumo) e ficamos emocionados ao rever o imbatível guarda Serôdio. Os blogues sobre o tema nascem como cogumelos e Nuno Markl tem ajudado, e muito, esta geração
faminta por viagens no tempo. Mas recordar nem sempre é bom. Digamos, por exemplo, recordar o cesto do almoço. O verbo odiar, conjugado em situações extremas, assenta aqui que nem uma luva. Odiava tanto o meu cesto do almoço que sempre que o via dava-lhe pontapés. Mas pontapés a sério, do alto dos meus quatro anos. O cesto do almoço era igual a ver uma sopa verde com batata cozida(ou melhor, um monstro verde) e significava que não ia comer à casa dos meus avós. Aqueles almoços não eram memoráveis só por causa da comida, mas sim pela viagem. Imaginação nunca faltou ao meu avô, por isso andar de carro com ele não era rotineiro. O carro transformava-se no que nós quiséssemos. Podia ser um comboio, com o meu avô a fazer os barulhos “pouca terra”, um jipe, com ele a passar por cima de buracos, e até o elevador
era um helicóptero, um avião, o que nós quiséssemos. O cesto tricolor, de verga, significava que ia comer na escola, ao lado das auxiliares que me fiscalizavam
porque às vezes deitava a sopa no lixo quando as apanhava desprevenidas. Detestava tanto o cesto que quando o revi voltei a sentir o cheiro do refeitório e a recordar-me do termo com dois compartimentos: sopa + prato principal. Hoje parece-me mais inofensivo. Mesmo assim não o quero lá em casa.
Somos uma geração de nostálgicos,a maralha dos 25 aos 40. É ver-nos
aos pulos quando descobrimos uma loja que vende os Pinypon e o castelo do He-Man. Chegam a vir-nos as lágrimas aos olhos quando ouvimos o genérico da Arca de Noé (aqui
me assumo) e ficamos emocionados ao rever o imbatível guarda Serôdio. Os blogues sobre o tema nascem como cogumelos e Nuno Markl tem ajudado, e muito, esta geração
faminta por viagens no tempo. Mas recordar nem sempre é bom. Digamos, por exemplo, recordar o cesto do almoço. O verbo odiar, conjugado em situações extremas, assenta aqui que nem uma luva. Odiava tanto o meu cesto do almoço que sempre que o via dava-lhe pontapés. Mas pontapés a sério, do alto dos meus quatro anos. O cesto do almoço era igual a ver uma sopa verde com batata cozida(ou melhor, um monstro verde) e significava que não ia comer à casa dos meus avós. Aqueles almoços não eram memoráveis só por causa da comida, mas sim pela viagem. Imaginação nunca faltou ao meu avô, por isso andar de carro com ele não era rotineiro. O carro transformava-se no que nós quiséssemos. Podia ser um comboio, com o meu avô a fazer os barulhos “pouca terra”, um jipe, com ele a passar por cima de buracos, e até o elevador
era um helicóptero, um avião, o que nós quiséssemos. O cesto tricolor, de verga, significava que ia comer na escola, ao lado das auxiliares que me fiscalizavam
porque às vezes deitava a sopa no lixo quando as apanhava desprevenidas. Detestava tanto o cesto que quando o revi voltei a sentir o cheiro do refeitório e a recordar-me do termo com dois compartimentos: sopa + prato principal. Hoje parece-me mais inofensivo. Mesmo assim não o quero lá em casa.
Aquela altura do mês
Estar "naquela altura do mês" é achar que o mundo vai acabar a qualquer momento e ter a certeza de que somos o mais infeliz ser vivo à face da terra. Até uma alface tem uma vida mais interessante. "Aquela fase do mês" faz com que tenhamos uma lágrima preparada para saltar a qualquer momento. Mas o melhor de tudo é que nos podíamos consciencializar que "ah, estou a ver isto tudo muito triste porque estou naquela altura do mês". Ainda assim, depois de fazer esse raciocínio e ter vontade de matar aquelas senhoras saltitonas dos anúncios da Evax, continuo a achar que o mundo é um cocó e quero é ficar fechada no quarto a dormir. The end!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A crise explicada com bonecos
A economia cansa, é complicada e causa-me sempre uma vontade incontrolável de bocejar. Desta vez não. Com bonecos, frases simples e bons exemplos conseguimos ficar a perceber ligeiramente melhor a crise. O vídeo não é demasiado complicado nem muito simplista. É bem bom, em mau, porque ninguém sabe onde vamos parar. Esta é a crise norte-americana, mas basta mudar os valores e perceber que andamos todos a fazer o mesmo. Sendo que o todos são os srs. que mandam.
Gralhas, mas não os pássaros
Trabalho com letras, palavras e afins daquelas letras que são impressas. Um dos meus maiores inimigos são as gralhas. As minhas, as dos outros, as que não vi passar. É como acordar bem-disposto e encontrar na nossa sala, sentado mesmo ali num sofá, um monstro verde a regurgitar. Não é fixe e não se pode apagar aquela imagem.
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