Cortar o cabelo é um tema delicado. Pergunto-me: Quem é que não saiu desiludida de um salão pelo menos, vá, 100 vezes? A resposta: sortudos/as ou não quem arrisca. Sempre arrisquei muito no que toca ao cabelo. Como ele volta a crescer não me preocupo demasiado. Só de há uns anos a esta parte é que me acalmei mais. Já estou mais serena quanto ao que gosto e ao que não gosto. Desta vez a minha visita ao cabeleireiro era de manutenção. Achei que não corria riscos. Pois bem. Lá fui eu. Quando de repente me apercebo que o cabeleireiro que me calhou é surdo ou mudo.
No meio da confusão de dê cá o casaco, entre gestos e sons, fiquei baralhada. Sentei-me na cadeira e percebi finalmente que aquele senhor muito sorridente e bem disposto (quando lhe dei o casaco para guardar, ele fez sinal para lhe dar o outro casaco e mais o lenço. Depois piscou o olho e fez sinal para continuar a tirar roupa) era surdo.
Sentei-me, ainda sem perceber muito bem como é que aquilo ia funcionar. Como é que eu comunico com um cabeleireiro surdo? Tudo bem. Ele falava mais ou menos, lia nos lábios. Mas mesmo com os que não são surdos há graves problemas de comunicação… A história começa com as revistas de cortes. Primeira sugestão: cortar o cabelo bem curtinho. "Ah! Tá giro!", pensei. E lá disse um grande e redondo: "Não".
Decidimos o que fazer, mas eu continuava baralhada. Porque eu dizia: “franja curta”. Ele parecia dizer que sim, mas gesticulava de que ia ficar espetada. Eu dizia pois, ok. Ele continuava a argumentar que não era boa ideia. Durante uns minutos andamos naquilo. Corta, não corta. Depois da franja, estava ainda mais confusa (era domingo de manhã) ele aponta para um cabelo bem escadeado. Eu estava por tudo. "Sim, sim".
Lá fomos lavar o cabelo.
Parecia o momento mais relaxante e achava que a partir daquele momento não ia haver mais mal entendidos. Quando voltámos a confusão adensou-se. Eu não sou de conversar muito no cabeleireiro. É muito barulho de secador e muita conversa sobre o tempo. Quando me sentei na cadeira, ele começou a meter conversa. Não sei como o tema foi dar ao facto de ele achar que eu era estrábica. Coisa que não sou. Fico-me pela miopia, obrigada.
Achei aquilo ainda mais estranho porque eu não estava de óculos. Será que ele tinha reparado que eu usava lentes? Depois de gestos de óculos, de computadores, de palavras como "feio", fiquei sem perceber se eu era a estrábica ou se era ele. Mas o estrabismo é uma coisa que se identifica e ele não o era. Naquele momento eu estava por tudo. Rape-me o cabelo, faça o que quiser, quero ir dormir.
Resultado final: impingiu-me um produto para o cabelo e deu-me umas valentes tesouradas. Não sai satisfeita. Cheguei a casa e agarrei-me à tesoura para arranjar a franja. Já fiz as pazes com o novo cabelo e não tenciono cortá-lo tão cedo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Em nome do P nas palavras
Nunca vou deixar de escrever óptimo com p! Que se lixe o acordo ortográfico. Óptimo é com p e sem ele não tem piada nenhuma. Tenho dito!
Ideias aos molhos
Gostava que me pagassem para ter ideias. Só isso. Sou boa a ter ideias, modéstia à parte. Pô-las em prática é que é mais complicado. Tal como a bonita relação entre o arquitecto e o engenheiro. O primeiro tem as ideias mais loucas e arrojadas, o segundo é que faz as contas de matemática e tem a trabalheira de as pôr em pé. Como foi o caso da pala do Pavilhão de Portugal. Siza concebeu, Segadães Tavares andou às cabeçadas até conseguir fazer com aquela coisa não caisse.
Ter ideias é viciante. Sente-se uma adrenalina enorme. É o sentimento de "Eureka!". Pô-las em prática é maravilhoso. Ideias para trabalhos, ideias para férias, para organizar coisas.
Hoje, em condições nada propícias à reflexão, enquanto sofria as agruras de ser mulher, ou seja, estava na depilação, tive uma ideia para um negócio. Em minutos concebi o nome, a decoração, os produtos. Estava noutro mundo. Agora quanto ao resto, aquele pequeno detalhe de a pôr em prática, é que é mais difícil.
Num mundo perfeito, teria um gabinete de ideias, depois contratava pessoas para as pôr em prática. Era giro, não era? Aposto que há muitas pessoas que pensam como eu. Talvez um dia.
Ter ideias é viciante. Sente-se uma adrenalina enorme. É o sentimento de "Eureka!". Pô-las em prática é maravilhoso. Ideias para trabalhos, ideias para férias, para organizar coisas.
Hoje, em condições nada propícias à reflexão, enquanto sofria as agruras de ser mulher, ou seja, estava na depilação, tive uma ideia para um negócio. Em minutos concebi o nome, a decoração, os produtos. Estava noutro mundo. Agora quanto ao resto, aquele pequeno detalhe de a pôr em prática, é que é mais difícil.
Num mundo perfeito, teria um gabinete de ideias, depois contratava pessoas para as pôr em prática. Era giro, não era? Aposto que há muitas pessoas que pensam como eu. Talvez um dia.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Aventuras domésticas
Deixem-me que vos conte como é a minha empregada doméstica que faz aparições de 15 em 15 dias. A primeira vez que a vi foi através do buraquinho vidrado no meio da minha porta. A sra. estava a devorar uma fatia de bolo rei carregado de açúcar em pó. "Adoro bolo rei." Muito simpática, percebi que a descrição que me tinham feito estava correcta. À pergunta: "Como é que ela é?". Uma resposta perfeita: "Tem os dentes necessários". Explicação extra: os dois da frente e mais ou menos quatro em baixo, com buraco para os de cima.
Baixinha, meio roliça e muito prestável. Fartou-se de limpar, com direito a horas extras porque não gosta de deixar o trabalho mal feito. Ainda recebi um presente para as minhas gatas. Fiquei fã de chegar a casa e ver as coisas arrumadas sem a minha contribuição. Além de limpar, ela arruma tudo. Mesmo o que não se pede.
Nesse mesmo dia, a sra. fez questão de me ligar para fazer a explicação do trabalho. O único detalhe chato é que eram 23h38 e na manhã seguinte acordava às 5 da manhã. Outra contribuição original é que terá dito que a minha casa era difícil porque tinha pêlos de gata nas paredes. Huuummmmmm. Pêlos de gatas nas cadeiras? Check. No sofá? Check. No chão? Check. Nas paredes? Acho difícil. Mas será possível?
Baixinha, meio roliça e muito prestável. Fartou-se de limpar, com direito a horas extras porque não gosta de deixar o trabalho mal feito. Ainda recebi um presente para as minhas gatas. Fiquei fã de chegar a casa e ver as coisas arrumadas sem a minha contribuição. Além de limpar, ela arruma tudo. Mesmo o que não se pede.
Nesse mesmo dia, a sra. fez questão de me ligar para fazer a explicação do trabalho. O único detalhe chato é que eram 23h38 e na manhã seguinte acordava às 5 da manhã. Outra contribuição original é que terá dito que a minha casa era difícil porque tinha pêlos de gata nas paredes. Huuummmmmm. Pêlos de gatas nas cadeiras? Check. No sofá? Check. No chão? Check. Nas paredes? Acho difícil. Mas será possível?
terça-feira, 8 de março de 2011
O melhor vídeo do Dia da Mulher
A M explica ao James Bond a importância do dia da Mulher. Grande vídeo. Grande texto. Grande Judi Dench. Grande Daniel Craig. Ouvir com atenção!
"We're equals, aren't we 007?"
"We're equals, aren't we 007?"
domingo, 6 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pós-óscares e pensamentos soltos
- Pois ainda bem que não apostei dinheiro. Teria perdido e bem. Só acertei em três. Não faz mal. Fica para a próxima. Ainda assim continuo a acreditar que "A Rede Social" é o melhor.
- Estou convencida de que sou a pessoa mais lenta à face da terra. Se não sou a mais lenta, sou uma das. Aliás, no concurso: "qual é o animal mais diferente da lebre", eu ganhava. Faço uma listinha muito linda de tarefas, comprometo-me comigo mesma a sair cedo do trabalho e... Pimba. Não resulta.
- Sofro de nervosismo por antecipação o que é uma chatice para o estômago e para os nervos. Ah! E acaba com o meu sono.
- Pela primeira vez na minha vida contratei uma empregada para limpar e arrumar a casa. Ainda não vi o resultado, só espero que seja uma surpresa tipo manhã de Natal. A ver vamos.
- Estou convencida de que sou a pessoa mais lenta à face da terra. Se não sou a mais lenta, sou uma das. Aliás, no concurso: "qual é o animal mais diferente da lebre", eu ganhava. Faço uma listinha muito linda de tarefas, comprometo-me comigo mesma a sair cedo do trabalho e... Pimba. Não resulta.
- Sofro de nervosismo por antecipação o que é uma chatice para o estômago e para os nervos. Ah! E acaba com o meu sono.
- Pela primeira vez na minha vida contratei uma empregada para limpar e arrumar a casa. Ainda não vi o resultado, só espero que seja uma surpresa tipo manhã de Natal. A ver vamos.
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