sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Impossibilidades derivadas de complicações do foro profissional
Esta semana foi uma correria de tal ordem que nem tive tempo de pensar. É possível? Acho que sim. Fiquei atulhada em trabalho. Pelo caminho perdi uns quantos neurónios, arranjei para aqui mais uns cabelos brancos e consumi muita da minha paciência. Chegou áquela fase interessante em que até eu estou cansada de mim mesma.
Felizmente, as folgas curam quase tudo.
Felizmente, as folgas curam quase tudo.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Esquisitices de gato
Já aqui falei das minhas duas gatas. São lindas de morrer e fofas até mais não. Mas também têm os seus momentos menos felizes. As esquistices deste mês são bem originais. Aqui ficam:
- Adoram brincar com a água dos seus bebedouros. Desconfio até que sejam experimentalistas no que toca à comida. Já vi uma delas a tirar uma bolinha de comida seca com a pata e a colocá-la dentro de água. Em seguida, põe a pata dentro de água para tirar a comida. Anda ali meio a brincar. Quando a consegue apanhar, depois de ter espalhado água pelo chão, come a comida molhada. Terá um sabor mais apurado? Ela repete isto todos os dias. Felizmente não o faz com a comida toda.
- Gata salta para o cimo das costas de um cadeirão. Equilibra-se e estica o seu belo pescocinho em direcção ao quadro que está na parede, por cima do cadeirão. Nesse momento decide mordiscar o quadro. Que coisa mais fofa! Mais uma vez: "porquê?".
- Adoram brincar com a água dos seus bebedouros. Desconfio até que sejam experimentalistas no que toca à comida. Já vi uma delas a tirar uma bolinha de comida seca com a pata e a colocá-la dentro de água. Em seguida, põe a pata dentro de água para tirar a comida. Anda ali meio a brincar. Quando a consegue apanhar, depois de ter espalhado água pelo chão, come a comida molhada. Terá um sabor mais apurado? Ela repete isto todos os dias. Felizmente não o faz com a comida toda.
- Gata salta para o cimo das costas de um cadeirão. Equilibra-se e estica o seu belo pescocinho em direcção ao quadro que está na parede, por cima do cadeirão. Nesse momento decide mordiscar o quadro. Que coisa mais fofa! Mais uma vez: "porquê?".
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Tarefas
Deve existir um aforismo ou um ditado com esta ideia. Não investiguei nem procurei no google, mas tenho a certeza de que todos os humanos já se depararam com este problema.
As tarefas que se adiam, por darem demasiado trabalho, adquirem dimensões herculeanas à medida que o tempo passa.
As tarefas que se adiam, por darem demasiado trabalho, adquirem dimensões herculeanas à medida que o tempo passa.
Depilação em câmara lenta ou como o capitalismo acaba com a qualidade
O tema é delicado e apropriado a senhoras. O salão de estética onde costumo ir tem a particularidade de ser em conta e de mudar de empregadas todos os meses. A última moda não são as brasileiras, mas sim as ucranianas. Pois bem, fui atendida pela Natalya, muito simpática e pouco faladora. Cada vez que me pedia alguma coisa dizia: "Desculpe incomodar. Por favor, importava-se de...". Extremamente cuidadosa e perfeccionista. O que é uma coisa boa, mas também uma coisa má.
A depilação é um processo doloroso e necessário. Natalya sabe disso. Quando chegou a parte das virilhas, ela decidiu fazer pequenas barras de dois centímetros. Muito devagar e com cuidado. Comecei a ficar nervosa e tentar perceber se aquela técnica era eficaz. Normalmente as esteticistas tentam despachar aquilo o mais rápido possível. Barras de cera grandes e zuca! Ela não.
Natalya opera calmamente. Vai buscar cera, espalha uma mini barra de cera, vai buscar banda de papel, puxa. E volta tudo ao início. Depois de 10 minutos na primeira virilha, aparece uma colega do salão a perguntar: "Quanto tempo demoras?". Pobre Natalya, atrapalhada, diz que demora 30 minutos. Demorou muito mais. Mesmo muito mais.
É certo que esta deve ter sido a visita menos dolorosa que fiz à esteticista, mas também uma das mais demoradas. O mesmo processo calmo e pausado estendeu-se às pernas. A dada altura dei por mim nervosa a olhar para o relógio. Estava atrasada, a Natalya estava atrasada e a fila de clientes não parava de crescer.
Gostei da senhora, mas fiquei convencida de que ela não deve durar muito tempo ali. Tanto perfeccionismo e cuidado não condizem com o sistema capitalista. Pelo menos àqueles preços. Naquele centro, o que se quer é ser rápida, eficaz e atender o maior número de clientes possível. Natalya é uma pedra nesse caminho e ao mesmo tempo um mimo para as clientes. Contradições dos tempos modernos.
A depilação é um processo doloroso e necessário. Natalya sabe disso. Quando chegou a parte das virilhas, ela decidiu fazer pequenas barras de dois centímetros. Muito devagar e com cuidado. Comecei a ficar nervosa e tentar perceber se aquela técnica era eficaz. Normalmente as esteticistas tentam despachar aquilo o mais rápido possível. Barras de cera grandes e zuca! Ela não.
Natalya opera calmamente. Vai buscar cera, espalha uma mini barra de cera, vai buscar banda de papel, puxa. E volta tudo ao início. Depois de 10 minutos na primeira virilha, aparece uma colega do salão a perguntar: "Quanto tempo demoras?". Pobre Natalya, atrapalhada, diz que demora 30 minutos. Demorou muito mais. Mesmo muito mais.
É certo que esta deve ter sido a visita menos dolorosa que fiz à esteticista, mas também uma das mais demoradas. O mesmo processo calmo e pausado estendeu-se às pernas. A dada altura dei por mim nervosa a olhar para o relógio. Estava atrasada, a Natalya estava atrasada e a fila de clientes não parava de crescer.
Gostei da senhora, mas fiquei convencida de que ela não deve durar muito tempo ali. Tanto perfeccionismo e cuidado não condizem com o sistema capitalista. Pelo menos àqueles preços. Naquele centro, o que se quer é ser rápida, eficaz e atender o maior número de clientes possível. Natalya é uma pedra nesse caminho e ao mesmo tempo um mimo para as clientes. Contradições dos tempos modernos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Escrever como quem cozinha
Escrever parece fácil. Aprende-se o básico. Há um sujeito, um verbo, complementos, preposições e vai-se por aí a fora. Qualquer pessoa o consegue fazer. Temos de ter ideias, é certo. Mas mais uma vez qualquer ser pensante as tem.
Temos de saber organizá-las de forma correcta. Com princípio, meio e fim. E já está. Mas escrever é como a culinária. Para se conseguir criar novos sabores, nunca antes provados, é preciso uma dose de génio, de brilhantismo. Alcançar tal proeza não é fácil. Tal como a culinária ou a ginástica, é preciso treino. Muito treino para se atingir o que se pretende. Ainda assim é difícil.
Pegamos num livro e de repente percebe-se que a mestria de uns é a impossibilidade de outros. Pegar em palavras e organizá-las de forma original, transcendente, é uma tarefa reservada a poucos. Não almejo atingir tal categoria, gosto de a apreciar, de ser surpreendida e de pegar num livro e pensar: "Bolas! És mesmo bom ou boa". Aconteceu-me agora mesmo ao pegar no "Grande Gatsby". Já aconteceu com tantos outros. É quase como pegar em ovos, sal e pimenta e criar uma coisa que nos eleva. A literatura é isso. Apreciar cada palavra, cada frase, cada parágrafo. Sentir uma explosão de emoções a elevar-nos o palato. No fim, descobrimos que naquela história ou prato tem algo de novo, de diferente, de invulgar. Que a vida esteja cheia de experiências destas.
Temos de saber organizá-las de forma correcta. Com princípio, meio e fim. E já está. Mas escrever é como a culinária. Para se conseguir criar novos sabores, nunca antes provados, é preciso uma dose de génio, de brilhantismo. Alcançar tal proeza não é fácil. Tal como a culinária ou a ginástica, é preciso treino. Muito treino para se atingir o que se pretende. Ainda assim é difícil.
Pegamos num livro e de repente percebe-se que a mestria de uns é a impossibilidade de outros. Pegar em palavras e organizá-las de forma original, transcendente, é uma tarefa reservada a poucos. Não almejo atingir tal categoria, gosto de a apreciar, de ser surpreendida e de pegar num livro e pensar: "Bolas! És mesmo bom ou boa". Aconteceu-me agora mesmo ao pegar no "Grande Gatsby". Já aconteceu com tantos outros. É quase como pegar em ovos, sal e pimenta e criar uma coisa que nos eleva. A literatura é isso. Apreciar cada palavra, cada frase, cada parágrafo. Sentir uma explosão de emoções a elevar-nos o palato. No fim, descobrimos que naquela história ou prato tem algo de novo, de diferente, de invulgar. Que a vida esteja cheia de experiências destas.
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