domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Cisne Negro

Gosto de detalhes. Detalhes ricos em conteúdo que são capazes de elevar um filme a fenónemo de culto. As coisas simples dão mais intensidade e realismo. Fazem-nos acreditar que aquela personagem existe, que nos podemos cruzar com ela no metro, dizer-lhe "Olá" e seguir em frente. O "Cisne Negro" é um filme triste e bonito. Rico visualmente, intenso, carregado de sexualidade. O sexo talvez esteja em excesso, dizem as bailarinas e bailarnos, mas para quem é um simples espectador ajuda a perceber a necessidade de libertação de Nina (Natalie Portman). O filme mostra-nos a obsessiva busca da perfeição e as suas consequências. Nina consegue ser perfeita, magnífica, mas tudo tem um preço.
"Cisne Negro" está nomeado para cinco Óscares, um deles o de melhor actriz, espero que Portman leve a estatueta para casa. Ela merece.

Band Of Horses - No One's Gonna Love You [OFFICIAL VIDEO]

Tratamento auditivo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Viva a publicidade. Vader vs VW



A marcha imperial é uma das melhores músicas de sempre. Este anúncio é pensado para fãs de Star Wars e não só. Terapia de final do dia.
Ah! Já me esquecia. Ser mau às vezes parece muito cool, E o Darth Vader, dentro do estilo vilão muito bera, é brilhante a ser cool.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hábito ou vício

Cai em tentação. Resisti durante semanas a fio. Vi-me tentada várias vezes, até que me apanharam na curva e vacilei. Os nervos apanharam-me pela direita, o stress pela esquerda e as minhas unhas olharam para mim com aquela cara: "se me roeres, tudo vai ficar melhor. Acredita. É disto que precisas." Esqueci os vernizes lindos que tenho lá em casa. Pus de lado as promessas e juras de que não o faria mais. Rói as unhas. Pronto. Há que dizê-lo com frontalidade. Não resisti e fui tudo a eito. De seguidinha. Dez à minha disposição. Que festim. Senti-me realizada. Aquilo acalmou-me durante um nanossegundo e voltámos à estaca zero.
Bem-feita para mim. A ver se largo o vício. É uma porcaria. Mas não são assim todos os vícios? Só abro uma excepção: chocolate. Quem é que é capaz de apresentar um defeito suficientemente forte para se deixar este manjar dos deuses? Pois que não existe.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os seres humanos em geral e em particular

Ninguém gosta de ser enganado. Contar com uma coisa e não a ter, é chato. Digamos a título de exemplo que uma pessoa precisa de outra pessoa para o bom curso do seu trabalho. A pessoa Y compromete-se. A pessoa X trata de todos os arranjos essenciais para que tudo corra bem e pimba. Pessoa X à última da hora diz: "Ah! Afinal não posso. Não leve a mal. Não é mesmo possível." E pimba. Desliga com telefone com leviandade, sem hesitar e nós ficamos destroçados, com um pepino nas mãos. Melhor. Quando a pessoa Z compromete-se e pede: "ligue mais tarde". Pessoa X liga e nada. Não atende, nem responde a SMS. Mais valia ter dito: "não"! Levar ao engano, fazendo de conta que está tudo ok, para depois escolher a saída mais fácil e simplesmente não atender o telefone, é cobardia.
O que fazer? Plano B. Plano C. Plano H. Tudo para remediar a situação. A pessoa X e Z responsáveis pelo imbróglio, já nem se lembram do nosso nome, dormem descansadas e nós com o coração aos pulos. Pode parecer uma história amorosa. Juro que não é. Ter de depender de terceiros para o nosso trabalho é uma tarefa muito ingrata.

Sem sair da cadeira

Aproximamo-nos cada vez mais dos senhores gordinhos do filme "Up!". Aqueles que se deslocavam em pequenas naves em forma de cadeirinha. Não precisamos de sair da cadeira para falar com os amigos, para saber as notícias, para visitar as ruas das nossas cidades e agora já nem precisamos de sair para visitar museus. Visitem o site http://googleartproject.com . Dá para entrar no MOMA em Nova Iorque, no Prado em Madrid e fazer zoom nos quadros. Ver tudo com detalhe, as pinceladas, as sobreposições. Isto bom como forma de conhecimento extra e não de substituição.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ser dono/a de uma casa

É muito bom, bem giro, é inevitável no que toca à evolução do Homo Sapiens actual. A única coisa chata nisto é que é uma profissão para a vida. Ter uma casa (comprada ou alugada) implica a sua manutenção. A manutenção mais simples e básica pode ser engraçada. Escolher cores, móveis, decoração, mas e as compras... A comida acaba sempre. Todos os meses temos de comprar carne, pão, cereais, leite. E o pó que nasce todos os dias vindo do espaço. Mesmo com janelas fechadas e poucos metros quadrados há dias que parece o faroeste. Era tão bom que não se tivesse de fazer isso todas as semanas. A sensação é: "mas eu já não tinha limpado isto?" Tinha. Mas suja-se sempre. Que ciclo infindável.
O problema de sair da casa dos papás, é que agora a casa é nossa. Ninguém gosta de viver na desarrumação. No meu quarto em casa dos meus pais, ser desarrumada era quase uma questão de estilo, de personalidade, um desapego às coisas materiais. Balelas.
O facto de não ter aquelas senhoras simpáticas que a troco de euros nos fazem esse trabalho chato, pode contribuir para esta noção: nunca vai estar sempre arrumado nem sempre limpo. Faz-se o que se pode. Os filmes da Disney é que não me prepararam para isto. Não me lembro de ver a Branca de Neve, nem a Ariel a limparem a casa, depois de terem encontrado o príncipe encantado.
Mas para não tornar este post um desabafo inútil e pessimista. Confesso que além de me ter dedicado às limpezas com assistência técnica (justiça seja feita a quem divide o lar comigo). Aprendi a fazer tarte de chocolate. Bem boa!