sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O estranho fenómeno dos ajuntamentos

Não vou fazer um tratado psicológico, nem aventurar-me com explicações filosóficas. Vou apenas fazer um reparo. Por que raio é que as pessoas teimam em sentar-se sempre ao lado umas das outras quando há vários metros quadrados de espaço livre?
Exemplo prático. Cenário: balneário do ginásio. Detalhes temporais: 15h. Estado emocional: benzinho.
Acabo de sair do ginásio e vejo, para minha felicidade, que não há ninguém no balneário. Tomo um banho calmamente. Visto-me sem grandes pressas e posso espalhar a roupa à vontade. Enquanto me dirijo para o balcão do secador, aparece uma senhora apressada. Dirige-se para onde estão as minhas coisas e num espaço com 40 cacifos vazios espalhados por uns bons metros quadrados, onde é que ela vai plantar as suas coisas? Pois bem, junto das minhas, com apenas um cacifo de intervalo. Porquê? Teria frio? Quereria mostrar-me o seu fio dental? Ou melhor, ver a minha roupa transpirada dentro do saco da ginástica? Acharia que ali, onde está o único ser humano do balneário, é o melhor sítio? É um fenómeno que não entendo. Juro que não entendo. Tentei esconder a minha cara de mau feitio. Mas tinha mesmo vontade de conversar com a senhora e tentar descortinar a razão deste fenómeno tão humano. Fica para a próxima.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vargas Llosa

Não gosto do final dos livros. Porquê? Muito simples, não quero que acabem. As últimas páginas são as que demoram mais tempo. Não gosto de acabar um livro assim por acaso. Tem de ser num momento especial, sem distracções. Uma coisa solene. Se chego ao fim de um livro é porque estou a gostar. Se a meio me farto, desisto. Há tanta coisa boa para ler que procuro melhor.
Hoje acabei o livro "Travessuras da Menina Má", de Mario Vargas Llosa. Gostei bastante. Não sei se aquilo é amor verdadeiro, obsessão, vício, oportunismo. É um pouco de tudo. Mas quem pode, realmente, criticar a dedicação de uma vida a outro ser humano. Mais não digo. Quem leu sabe do que estou a falar. Quem não o conhece, aconselho vivamente que o faça. Quero deixar aqui o final do livro que resume tudo muito bem. Spoiler alert! Quem não quer saber como acaba, pode fechar a página agora.

"Uma tarde, sentados no jardim, à hora do crepúsculo, disse-me que, se algum dia me lembrasse de escrever a nossa história de amor, não a fizesse ficar muito mal porque, nessa altura, o seu fantasma viria todas as noites puxar-me pelos pés.
- E porque é que te lembraste disso?
- Porque sempre quiseste ser escritor e não te atrevias. Agora que vais ficar sozinho, podes aproveitar; assim não terás tantas saudades minhas. Pelo menos, confessa que te dei assunto para um romance. Não foi, menino bom?"

Agenda nova

Ainda não tive coragem de escrever na minha nova agenda. Costumo ficar entusiasmada com as páginas em branco. Fico cheia de vontade de escrever todos os aniversários e de colar papelinhos com malas de viagem, bolos de aniversário e coisas que tais. Também gosto de pegar nas agendas antigas e folheá-las. É uma espécie de diário com diversão e trabalho. Este ano não me apetece nem um bocadinho. Sinto-me num limbo, à espera que aconteça qualquer coisa que me desperte deste estado catatónico. Vou ter de quebrar o ciclo e pimba. Abrir as páginas e reconhecer que este ano já chegou.

domingo, 16 de janeiro de 2011

"O Turista"


Classificação em estrelinhas: três. Em palavras: média. Explicação quase detalhada: O filme não é mau, mau. Também não é extremamente bom. É medianozinho a dar para o positivo. É um tempo bem passado. Dá-se umas risadas pelo meio e tem-se aquela sensação de "ah... que giro. Olha, acabou." O lado incrível do filme aproxima-se, fica mesmo muito perto, tão perto que o podemos tocar e depois... Não se concretiza. Tem um twist catita no final e se fosse sempre assim acho que resultaria melhor. Depp/Jolie não são uma má junção. Aliás, é o ponto forte do filme. Mas falta um danoninho para tudo ser mesmo bom.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Inutilidade/estupidez humana 398

Não há muito a dizer acerca da invenção de uma linha de sapatos de salto alto para bebés. Primeira reflexão/pergunta: porquê? Segunda: estas pessoas não tinham mais nada para fazer? Terceira: os pais gostam assim tanto de gozar com os próprios filhos? Quarta: quem comprar isto é porque quer entrar no concurso da mascote mais fixe do bairro? Última: Porquê? A sério, porquê?



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Basta dançar

Se não experimentaram, experimentem. Se já o fizeram e ficaram espantados com tamanha descoordenação motora, não há problema. A Wii não vai gozar. Se as coreografias parecem incrivelmente rídiculas e sem aplicação prática, tudo bem. Continua a valer a pena. Conselho do dia: chegar a casa e fazer figuras tristes em frente à TV. Dançar como se não houvesse amanhã é óptimo. Tenho dito. Temas preferidos: "I feel good", "Proud Mary" e "Hot Stuff".

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ode às músicas pirosas

Isto é pior do que cair no pátio da escola e ter a turma inteira a rir às gargalhadas da nossa aselhice. Confessar as músicas pirosas que gostamos de ouvir quando não há ninguém por perto é um momento trágico-cómico. Aqui ficam algumas. Confesso que tudo começou com este dueto. Quando o ouvi na rádio achei muito mau. Depois ouvi mais umas vezes e pimba. "It's a quarter after one, I'm all alone and I need you now." Fico com o coração apertadinho a pensar naqueles momentos em que só uma pessoa no universo e arredores nos pode ajudar.
Acho que as músicas pirosas servem bem a sua função. Falamos de pirosice q.b. Os temas aqui abordados não foram criados para serem obras de arte, mas para nos alegrarem em determinados momentos, para nos fazerem rir ou mesmo para sermos bem pirosos e ficarmos tocados pela lamechice alheia.