terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NYC murder

A história que marca o início de 2011 é um crime sórdido que colou toda a gente ao ecrã da TV. Uma história trágica que parece escrita por uma Agatha Christie do Séc. XXI ou retirada de um episódio do CSI. Os crimes são sempre histórias apaixonantes, porque ficamos a pensar: "como é possível que um rapaz tão normal tenha feito aquilo?". Aparecem sempre pessoas a dizer como o assassino era tão educado, simpático e normal. No caso do Renato, um jornalista encontrou o café onde ele ia comer e uma senhora a dizer: "Ele dizia sempre obrigado e era muito discreto". Um homicida normalmente não agradece, tem ar de mau, um olho torto ou algo assim. Alertas divinos para os humanos. Uma espécie de história da Disney. Adiante. O que me tem chocado nesta história não são apenas os contornos sádicos do crime, mas a reacção das pessoas. Há quem tenha a coragem de escrever e dizer que o Carlos Castro merecia. Que o coitado do assassino é uma vítima. Este crime vem provar que ainda há muita gente homofóbica neste país. Esquece-se que é um crime violento, com requintes de malvadez e que a vítima é quem morreu.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lições de vida segundo George Costanza

Dormir no trabalho pode parecer uma boa solução, mas não é:


Uma grande lição de vida é parecer chateado no trabalho. Sempre. Ter ar stressado e chateado é sinal de que se trabalha. Tentei descarregar o vídeo mas não consegui. Basta clicar aqui para perceber a perfeição desta técnica Costanza tão utilizada no nosso país.
http://www.youtube.com/watch?v=yd9ma2UVLHM&playnext=1&list=PL83A8CB5C35B8E839&index=14

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Castigar bichos fofos não é fixe


Escrevo isto quando já fizemos as pazes e eu aguentei-me estoicamente durante todo o castigo. Passo a explicar. As minhas duas gatas ainda não entraram na adolescência, mas de vez em quando têm ataques severos de loucura acidental. Salta-lhes a mola e pimba. É vê-las a saltar, pular, derrubar coisas, a fazer asneiras de tal dimensão que incluem derrubar árvores de Natal. Adiante. Face a isto, um dono responsável só tem uma saída: castigar e gritar. Pela ordem inversa. Tentar uma palmadita e também é uma possibilidade. Aqui fica um exemplo prático:
Gata com ar suspeito, meio amedrontado, no corredor. Segunda gata, descansadamente, em cima do balcão da cozinha a tentar comer os restos ou a lamber o que apanhar. Ser humano levanta os braços e grita. Segunda gata sai disparada para o corredor, com ar de "ai, sou tão fofinha, mas quando virares costas faço o mesmo". Humano pensa, elas têm de aprender. Gatas fogem com sucesso, mas não escapam ao castigo que as fará reflectir sobre o dia em que derrubaram a árvore, atiraram comandos para o chão e subiram para o balcão da cozinha. Felinos ficam restritos a três divisões: corredor, cozinha e casa de banho. Humano continua a sua vida em casa, mas cada vez que olha para as gatinhas com o ar mais fofinho e de "não fiz por mal", só lhe apetece encher os bichos de mimos e beijinhos. Nada feito. Tem de se aguentar. Humano fica triste e com remorsos. Passado pouco tempo felinos acalmam-se e é assinado o tratado de paz.
Conclusão do dia: Não quero pôr ninguém de castigo. Mesmo que sejam só duas gatinhas que ficaram com menos uns metros quadrados para brincar. É uma grande chatice e custa. Nem quero imaginar com catraios.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sem títutlo

Não sou supersticiosa, nem acredito em universos preocupados com o meu ser e atentos a todos os meus movimentos. Não há cá karmas, presságios e filhos dessas coisas. Mas... Há sempre um mas a rematar qualquer coisa ou para sublinhar uma conclusão brilhante. Mas… acredito nas consequências das nossas acções (Uma coisa quase bíblica, não?). Passo a explicar. Tudo o que tu fazes tem consequências. Lógico, certo? Só isso.
Exemplo para reforçar teoria do dia: Comecei 2011 com uma nuvenzinha cinzenta em cima da cabeça. Parece que tudo me corre mal. Ando em baixo, sem vontade e parece que o universo me avisa "vai tudo correr mal". Mas não é isso. O que acontece é que quanto mais em baixo uma pessoa está, mais desatenta, desconcentrada e stressada fica. É o efeito bola de neve. Por isso, não é de estranhar que entorne coisas, escorregue, quase caia e faça tudo ao contrário. O galo era o início, só espero terminar o mês sem partir nada. Porque ontem ia-me partindo umas dez vezes, a escorregar de maneiras tão idiotas que enfim...

P.S. - Podemos saltar já para 2012?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

E esta, hein?

Criamos a nossa imagem, agimos da forma que nos parece ser a mais correcta, comportamo-nos como tal. Actuamos segundo a nossa cartilha. Compreendemos os nossos defeitos, manias e vícios. Tentamos contorná-los. Cometemos erros pelo caminho. Ainda assim, achamos que está temos tudo controlado. O que sai cá para fora é o nosso reflexo. De repente, percebemos que há quem compreenda as nossas acções segundo uma perspectiva completamente diferente. A primeira reacção é achar que é impossível, uma difamação. Depois percebemos que não há situações inequívocas, que tudo o que fazemos pode ser visto por outro prisma. Um novo prisma que nem nos passou pela cabeça. Raios partam o mundo cinzento. Não há preto e branco.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Queria que 2011 fosse assim




Terminar o ano com um galo

Há bastantes anos que não tinha um galo no alto da cabeça. Melhor, na testa. Tudo aconteceu nas vésperas do ano novo, quando me desloquei a um café chique/trendy/coiso na baixa lisboeta. Por volta das 16horas, bebi um chá como manda a etiqueta, acompanhado por uma boa conversa, até que tive de sair apressada de telemóvel em punho. Estava stressada e com um problema entre mãos. Saí determinada a pôr ordem na situação e choquei contra a porta de vidro. Foi de tal maneira forte que ainda hoje me dói. Fez um barulho tipo: “tóiiiñnnnn” (sou muito má em onomatopeias, peço desculpa). Fiquei com aquela cara de parva: “não sei o que aconteceu”. Olhei para trás e estava toda a gente a olhar para mim. Os empregados ficaram espantados, com cara de pena e um insulto escondido: “Que parva”. Lá fiz o meu sorriso 33, praguejei qualquer coisa e sai depressa. O pior é que tinha de voltar ao bar. Por sorte, tinha o casaco na mão e deu para disfarçar. Mas os empregados toparam-me. Era ver-me de mão na cabeça e orgulho ferido. Presságio de 2011? Confesso que este novo ano não me entusiasma nada. Bem pelo contrário. É ouvir falar de crise, de IVA, desemprego, mais crise… Só me apetece fugir.