Não sou supersticiosa, nem acredito em universos preocupados com o meu ser e atentos a todos os meus movimentos. Não há cá karmas, presságios e filhos dessas coisas. Mas... Há sempre um mas a rematar qualquer coisa ou para sublinhar uma conclusão brilhante. Mas… acredito nas consequências das nossas acções (Uma coisa quase bíblica, não?). Passo a explicar. Tudo o que tu fazes tem consequências. Lógico, certo? Só isso.
Exemplo para reforçar teoria do dia: Comecei 2011 com uma nuvenzinha cinzenta em cima da cabeça. Parece que tudo me corre mal. Ando em baixo, sem vontade e parece que o universo me avisa "vai tudo correr mal". Mas não é isso. O que acontece é que quanto mais em baixo uma pessoa está, mais desatenta, desconcentrada e stressada fica. É o efeito bola de neve. Por isso, não é de estranhar que entorne coisas, escorregue, quase caia e faça tudo ao contrário. O galo era o início, só espero terminar o mês sem partir nada. Porque ontem ia-me partindo umas dez vezes, a escorregar de maneiras tão idiotas que enfim...
P.S. - Podemos saltar já para 2012?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
E esta, hein?
Criamos a nossa imagem, agimos da forma que nos parece ser a mais correcta, comportamo-nos como tal. Actuamos segundo a nossa cartilha. Compreendemos os nossos defeitos, manias e vícios. Tentamos contorná-los. Cometemos erros pelo caminho. Ainda assim, achamos que está temos tudo controlado. O que sai cá para fora é o nosso reflexo. De repente, percebemos que há quem compreenda as nossas acções segundo uma perspectiva completamente diferente. A primeira reacção é achar que é impossível, uma difamação. Depois percebemos que não há situações inequívocas, que tudo o que fazemos pode ser visto por outro prisma. Um novo prisma que nem nos passou pela cabeça. Raios partam o mundo cinzento. Não há preto e branco.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Terminar o ano com um galo
Há bastantes anos que não tinha um galo no alto da cabeça. Melhor, na testa. Tudo aconteceu nas vésperas do ano novo, quando me desloquei a um café chique/trendy/coiso na baixa lisboeta. Por volta das 16horas, bebi um chá como manda a etiqueta, acompanhado por uma boa conversa, até que tive de sair apressada de telemóvel em punho. Estava stressada e com um problema entre mãos. Saí determinada a pôr ordem na situação e choquei contra a porta de vidro. Foi de tal maneira forte que ainda hoje me dói. Fez um barulho tipo: “tóiiiñnnnn” (sou muito má em onomatopeias, peço desculpa). Fiquei com aquela cara de parva: “não sei o que aconteceu”. Olhei para trás e estava toda a gente a olhar para mim. Os empregados ficaram espantados, com cara de pena e um insulto escondido: “Que parva”. Lá fiz o meu sorriso 33, praguejei qualquer coisa e sai depressa. O pior é que tinha de voltar ao bar. Por sorte, tinha o casaco na mão e deu para disfarçar. Mas os empregados toparam-me. Era ver-me de mão na cabeça e orgulho ferido. Presságio de 2011? Confesso que este novo ano não me entusiasma nada. Bem pelo contrário. É ouvir falar de crise, de IVA, desemprego, mais crise… Só me apetece fugir.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Vença a inércia
Rendermo-nos à inércia é responder aos nossos instintos mais básicos. Frio, tapar. Calor, destapar. Fome, comer. Sede, beber. Pergunta, resposta. Os movimentos são reduzidos ao mínimo possível e a actividade cerebral abranda. Ficamos num estado catatónico. Não temos vontade de fazer absolutamente nada. Deixamos de agir e passamos a reagir. Perdemos forças. Rendemo-nos ao deus do entretenimento e ao poder do aquecedor a óleo. Papamos séries e filmes, só com "pit stops". Pelo meio ainda há espaço para pegar num livro. Mas em verdadeiros dias de inércia, só a televisão nos permite agir em conformidade com as nossas necessidades. Por vezes tentamos contrariar, mas há dias em que é melhor vencer a inércia. Tudo em nome da nossa sanidade.
"Books are poo"
O Natal tem destas coisas... E o vídeo só tem piada porque o catraio não tem para aí uns 10 anos. É um desabafo sincero.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
É míope ou impressionista
Ser míope é o mesmo que viver num bonito quadro impressionista. Todos os dias os mais pequenos objectos podem nos surpreender. Esticamos a mão para apanhar o telemóvel e sai um comando de TV. Vejo um vulto em cima da cama e começo a fazer festinhas a um cobertor, para logo a seguir perceber que afinal não era uma gata. Ah! Que coisa mais linda. Tento encontrar os meus óculos na mesa de cabeceira e só apalpo livros e lenços de papel. Mas o melhor é quando procuro as próprias das lentes. Ah, qual labirinto de fauno ou cruzada católica. É ver-me a apalpar coisas, a semicerrar os olhos e concentrar-me, mesmo com muita força, e a acreditar que com o poder da mente vou ver tudo. Depois desisto, peço ajuda e fico sentada de braços cruzados. Todo este festival, porque vivo num lindo mundo impressionista de 7 dioptrias.
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