terça-feira, 7 de dezembro de 2010
De blindados e armaduras
Quando pego no carro para regressar a casa e vejo as filas de luzes vermelhas (as traseira dos carros) com chuva a fazer-nos companhia e o céu negro, só penso numa coisa: bem-vindos ao cenário da guerra urbana. É ver cada um de nós armado com o seu blindado, a tentar furar a confusão e a chegar primeiro. Carregamos quilos em cima, as sobrancelhas frazem-se, a paciência falta-nos e o desespero chega. Olhamos para o lado e rendemo-nos às evidências. Não, não vale a pena mudar de faixa para aquela que nos parece incrivelmente rápida. É uma ilusão de óptica. Mesmo assim, tentamos e logo percebemos que o que ia atrás de nós já nos ultrapassou. Mais vale respirar fundo, aguentar os sinais de luzes dos apressados, os que se metem à campeão e não acharmos que somos invencíveis dentro do blindado da Renault, da Volkswagen ou da Opel.
Barbie sob investigação do FBI




Pergunto-me sinceramente quem teve a bela ideia de espetar uma câmara de filmar no peito da Barbie, ligeiramente acima das maminhas. "Ui, que brincadeira tão gira. A Barbie filma o Ken e companhia e projeta o filme nas costas." Se há boneca no mundo que consegue ter uma máquina dentro do corpo e continuar a parecer sexy e gira é a Barbie. Ainda assim acho um bocadinho exagerado transformar a boneca numa espécie de exterminadora implacável. Desnecessário, diria até. Era preferível dar-lhe uma míni câmara que funcionasse em vez de a transformar num ser estranho, tipo ET. Gostava de saber como é que a Barbie justifica a câmara dentro do corpo quando está a brincar? "Olá Ken. Sorri aqui para o meu peito. Estou a filmar-te." Não resulta. "Olha, no Natal recebi uma câmara que se incorpora no meu peito?"
Para tornar a última mutação da Barbie ainda mais polémica, o FBI entra no terreno. Ao que parece, a Barbie com câmara de vídeo pode ser utilizada para fins menos próprios, como filmar os miúdos sem roupas... Muito, muito creepyyy... Pelo sim, pelo não, é melhor manter uma distância de segurança desta boneca.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Gatas x 2 + gotas x 4 = ?
Já confessei ao mundo a minha escassa ou nenhuma experiência com animais. Agora que estou finalmente a preencher essa lacuna na minha vida, deparo-me com outra questão: a manutenção.
Não falo da comida, do xixi e do cocó, nem do colo e dos abraços e beijinhos, do sofá estragado, dos phones assassinados, falo das doenças. Uma das minhas gatas ficou com coriza (uma espécie de conjuntivite felina), fomos ao veterinário e como receita médica medicamentos e gotas... Ora imagine-se pôr gotas a gatos.
São um bicho que adoro mas convenhamos que agarrar num gato, abrir-lhe o olho e espetar-lhe uma gota não é tarefa fácil. Ah! Mas há melhor. Não é uma gota em cada olho, são duas. Da primeira vez, o bicho achou estranho. Até o conseguimos enganar para a primeira ou segunda gota. Agora e as outras?
Fui a debutante na tarefa que logo passei ao outro dono. Muito mais dotado do que eu para estas coisas de agarrar um gato pela parte de trás do pescoço e mantê-lo imóvel.
Agora a piece de resistance: O raio da porcaria da coriza já passou, segundo diz o médico que visitei hoje, mas a gata continua com lágrimas. Depois de muitas análises, parece estar tudo bem. Mas pelo sim, pelo não, mais umas quantas gotas.
A outra gata que estava óptima para destruir tapetes, começou esta semana com uma pele branca nos olhos. Achei aquilo estranhíssimo. Afinal, diz que é uma terceira pálpebra, coisa comum e tal. Pois bem, vai levar gotas também. Numa espécie de: "já que aqui estamos vai tudo a eito".
Resultado da minha segunda ida ao veterinário: nada de comprimidos que elas comem como se fosse um doce e como presente de Natal: 8 gotas em cada gata! Sou péssima a fazer contas, mas óptima a medir os níveis de stress cá de casa. RRRRRrrrr.
As bichanas tentam de tudo para nos escapar. Já era complicado dar quatro gotas numa. Agora são oito em cada gata!!!
É vê-las a espernear, tremelicar o olhar e fazer carinha de condenado à pena de morte. Uma pessoa tem de se aguentar estoicamente e cruzar os dedos para que não passem a odiar os donos que tanto mimo lhes dão e que de um dia para o outro, vá-se lá saber porquê, passaram a ter rituais veterinários de péssimo gosto.
Não falo da comida, do xixi e do cocó, nem do colo e dos abraços e beijinhos, do sofá estragado, dos phones assassinados, falo das doenças. Uma das minhas gatas ficou com coriza (uma espécie de conjuntivite felina), fomos ao veterinário e como receita médica medicamentos e gotas... Ora imagine-se pôr gotas a gatos.
São um bicho que adoro mas convenhamos que agarrar num gato, abrir-lhe o olho e espetar-lhe uma gota não é tarefa fácil. Ah! Mas há melhor. Não é uma gota em cada olho, são duas. Da primeira vez, o bicho achou estranho. Até o conseguimos enganar para a primeira ou segunda gota. Agora e as outras?
Fui a debutante na tarefa que logo passei ao outro dono. Muito mais dotado do que eu para estas coisas de agarrar um gato pela parte de trás do pescoço e mantê-lo imóvel.
Agora a piece de resistance: O raio da porcaria da coriza já passou, segundo diz o médico que visitei hoje, mas a gata continua com lágrimas. Depois de muitas análises, parece estar tudo bem. Mas pelo sim, pelo não, mais umas quantas gotas.
A outra gata que estava óptima para destruir tapetes, começou esta semana com uma pele branca nos olhos. Achei aquilo estranhíssimo. Afinal, diz que é uma terceira pálpebra, coisa comum e tal. Pois bem, vai levar gotas também. Numa espécie de: "já que aqui estamos vai tudo a eito".
Resultado da minha segunda ida ao veterinário: nada de comprimidos que elas comem como se fosse um doce e como presente de Natal: 8 gotas em cada gata! Sou péssima a fazer contas, mas óptima a medir os níveis de stress cá de casa. RRRRRrrrr.
As bichanas tentam de tudo para nos escapar. Já era complicado dar quatro gotas numa. Agora são oito em cada gata!!!
É vê-las a espernear, tremelicar o olhar e fazer carinha de condenado à pena de morte. Uma pessoa tem de se aguentar estoicamente e cruzar os dedos para que não passem a odiar os donos que tanto mimo lhes dão e que de um dia para o outro, vá-se lá saber porquê, passaram a ter rituais veterinários de péssimo gosto.
Recepção ao extraterrestre
Ontem estava tudo em polvorosa à espera que a NASA dissesse: "sim, encontramos a família do ET". Na realidade, saíram-se com uma explicação científica elaborada cuja conclusão é: "quase de certezinha que há vida ET". Bem, mas não estou para aqui a escrever sobre descobertas científicas mas sim sobre uma pérola que me mostraram outro dia. A música "Sr. Extraterrestre", letra de Carlos Paião, interpretação a cargo da sô dona Amália. A letra é deliciosa e cheia de pontos interessantes:
1º - Amália consegue comunicar com ETs e eles entendem português
2º - O ET foi apanhado pela polícia sem carta de condução
3º - O ET sabe o que são sardinhas e bacalhau (coisa que infelizmente não há lá na terra dele)
4º - O Sr. extraterrestre tem uma carteira (conceito bastante comum no mundo dos aliens pois tem de andar com notas, cartões e essas coisas). E o que é que não podia faltar na carteira? A fotografia do filho que por sinal é verdinho como o pai
5º - O OVNI tem chaves. Claro, como é óbvio. Uma nave espacial tem de ter ignição tipo carro
6º - O ET come sandes durante a viagem e abre a janela enquanto conduz. Uma coisa chata não ter oxigénio enquanto se viaja. Oxigénio? Ai, espera. Este ET respira o quê? Isso não interessa. O melhor disto tudo é que o SR. ET viaja de vidro sem ser sugado para o espaço
7º - ET que é ET, pelo menos os que dão à costa portuguesa, bebem vinho tinto
Aqui fica para apreciação, juntamente com o vídeo. É maravilhoso.
"Vou contar-vos uma história
que não me sai da memória,
foi para mim uma vitória
nesta era espacial.
Noutro dia estremeci
quando abri a porta e vi
um grandessíssimo ovni
pousado no meu quintal.
Fui logo bater à porta,
veio uma figura torta,
eu disse: se não se importa
poderia ir-se embora,
tenho esta roupa a secar
e ainda se vai sujar
se essa coisa aí ficar
a deitar fumo para fora.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá o botãozinho
e pôde contar-me então
que tinha sido multado
por o terem apanhado
sem carta de condução.
O senhor desculpe lá,
não quero passar por má,
pois você onde está
não me adianta nem me atrasa.
O pior é que a vizinha
que parece que adivinha
quando vir que estou sozinha
com um estranho em minha casa.
Mas já que está aí de pé
venha tomar um café,
faz-me pena, pois você
nem tem cara de ser mau
e eu queria saber também
se na terra donde vem
não conhece lá ninguém
que me arranje bacalhau.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho,
disse para me pôr a pau,
pois na terra donde vinha
nem há cheiro de sardinha
quanto mais de bacalhau.
Conte agora novidades:
É casado? Tem saudades?
Já tem filhos? De que idades?
Só um? A quem é que sai?
Tem retratos com certeza,
mostre lá? Ai que riqueza,
não é mesmo uma beleza,
tão verdinho? sai ao pai.
Já está de chaves na mão?
Vai voltar para o avião?
Espere, que já ali estão
umas sandes para viagem
e vista também aquela
camisinha de flanela
para quando abrir a janela
não se constipar com a aragem.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
e pôde-me então dizer
que quer que eu vá visitá-lo,
que acha graça quando eu falo
ou ao menos para escrever.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
só para dizer: Deus lhe pague.
Eu dei-lhe um copo de vinho
e lá foi no seu caminho
que era um pouco em ziguezague."
1º - Amália consegue comunicar com ETs e eles entendem português
2º - O ET foi apanhado pela polícia sem carta de condução
3º - O ET sabe o que são sardinhas e bacalhau (coisa que infelizmente não há lá na terra dele)
4º - O Sr. extraterrestre tem uma carteira (conceito bastante comum no mundo dos aliens pois tem de andar com notas, cartões e essas coisas). E o que é que não podia faltar na carteira? A fotografia do filho que por sinal é verdinho como o pai
5º - O OVNI tem chaves. Claro, como é óbvio. Uma nave espacial tem de ter ignição tipo carro
6º - O ET come sandes durante a viagem e abre a janela enquanto conduz. Uma coisa chata não ter oxigénio enquanto se viaja. Oxigénio? Ai, espera. Este ET respira o quê? Isso não interessa. O melhor disto tudo é que o SR. ET viaja de vidro sem ser sugado para o espaço
7º - ET que é ET, pelo menos os que dão à costa portuguesa, bebem vinho tinto
Aqui fica para apreciação, juntamente com o vídeo. É maravilhoso.
"Vou contar-vos uma história
que não me sai da memória,
foi para mim uma vitória
nesta era espacial.
Noutro dia estremeci
quando abri a porta e vi
um grandessíssimo ovni
pousado no meu quintal.
Fui logo bater à porta,
veio uma figura torta,
eu disse: se não se importa
poderia ir-se embora,
tenho esta roupa a secar
e ainda se vai sujar
se essa coisa aí ficar
a deitar fumo para fora.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá o botãozinho
e pôde contar-me então
que tinha sido multado
por o terem apanhado
sem carta de condução.
O senhor desculpe lá,
não quero passar por má,
pois você onde está
não me adianta nem me atrasa.
O pior é que a vizinha
que parece que adivinha
quando vir que estou sozinha
com um estranho em minha casa.
Mas já que está aí de pé
venha tomar um café,
faz-me pena, pois você
nem tem cara de ser mau
e eu queria saber também
se na terra donde vem
não conhece lá ninguém
que me arranje bacalhau.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho,
disse para me pôr a pau,
pois na terra donde vinha
nem há cheiro de sardinha
quanto mais de bacalhau.
Conte agora novidades:
É casado? Tem saudades?
Já tem filhos? De que idades?
Só um? A quem é que sai?
Tem retratos com certeza,
mostre lá? Ai que riqueza,
não é mesmo uma beleza,
tão verdinho? sai ao pai.
Já está de chaves na mão?
Vai voltar para o avião?
Espere, que já ali estão
umas sandes para viagem
e vista também aquela
camisinha de flanela
para quando abrir a janela
não se constipar com a aragem.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
e pôde-me então dizer
que quer que eu vá visitá-lo,
que acha graça quando eu falo
ou ao menos para escrever.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
só para dizer: Deus lhe pague.
Eu dei-lhe um copo de vinho
e lá foi no seu caminho
que era um pouco em ziguezague."
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Busted!
Pois é... Fui apanhada. Busted. Mais ou menos o equivalente a entrarem no meu quarto e descobrirem o meu diário completamente destrancado. Felizmente, é um diário sem segredos metafísicos ou amorosos.
A verdade é que nunca tive grande paciência para diários. Lembro-me que tinha um muito lindo, cor-de-rosa com um desenho de um gato e de um coração. Uma coisa mesmo pirosa, como manda a lei. Deve ter umas sete páginas escritas e o conteúdo mais interessante é o meu primeiro passeio de bicicleta.
Aprendi a andar com 7 anos e dominava muito bem os esses. Conseguia fazer esses mesmo com rodinhas. Não é qualquer um que perde o equilíbrio assim. Eu conseguia. A minha mãe cumpria muito bem a sua função de correr atrás de mim. Mas fiz-me uma moça adulta e capaz de andar de bicicleta.
Foi nesse diário que percebi como as coisas mudam e como o papel não. Nesse diário, há uma página onde relatava o meu amor por um rapaz qualquer lá da escola. Passados uns dias mudei de ideias e resolvi remediar a situação. Como é que se resolve este imbróglio? Riscando por cima. Ora pois. Escrevi: "É tudo mentira". Ou seja, desmenti-me a mim mesma. Se isso é possível?
Neste caso, não o posso fazer. Nem vale a pena praguejar aos deuses da protecção informática ou mesmo à porra do histórico. (sim, no meu trabalho não temos autorização para o limpar) Apanharam-me no ciberespaço dos blogues. Pronto.
A verdade é que nunca tive grande paciência para diários. Lembro-me que tinha um muito lindo, cor-de-rosa com um desenho de um gato e de um coração. Uma coisa mesmo pirosa, como manda a lei. Deve ter umas sete páginas escritas e o conteúdo mais interessante é o meu primeiro passeio de bicicleta.
Aprendi a andar com 7 anos e dominava muito bem os esses. Conseguia fazer esses mesmo com rodinhas. Não é qualquer um que perde o equilíbrio assim. Eu conseguia. A minha mãe cumpria muito bem a sua função de correr atrás de mim. Mas fiz-me uma moça adulta e capaz de andar de bicicleta.
Foi nesse diário que percebi como as coisas mudam e como o papel não. Nesse diário, há uma página onde relatava o meu amor por um rapaz qualquer lá da escola. Passados uns dias mudei de ideias e resolvi remediar a situação. Como é que se resolve este imbróglio? Riscando por cima. Ora pois. Escrevi: "É tudo mentira". Ou seja, desmenti-me a mim mesma. Se isso é possível?
Neste caso, não o posso fazer. Nem vale a pena praguejar aos deuses da protecção informática ou mesmo à porra do histórico. (sim, no meu trabalho não temos autorização para o limpar) Apanharam-me no ciberespaço dos blogues. Pronto.
Por que razão trabalhamos?
Por que ninguém resiste ficar em casa com a programação da televisão pública. É o grande contributo da RTP para o desenvolvimento da economia nacional. Assim não ficamos com pena de não estarmos em casa. O pior é quando ficamos doentes. Mas demos graças à Internet e a tv digital.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O que é isso do fado
Há muitas definições e teorias sobre a sua origem. A quem o encontre no Brasil, como dança dos escravos que deu à costa portuguesa quando a corte voltou da colónia, lá pro XIX, outros dizem que veio de África. Pelo meio metem-se os marinheiros. Outra teoria diz até que o fado é descendente das canções de gesta. Seja como for, o fado nasce pobre, em antros de promiscuidade, álcool e boémia, fruto de desgostos amorosos, dores de alma e de mais alguns trejeitos da alma dos portugueses. Só no século XX é que se torna canção nacional elevada a hino de um povo. No seu percurso ainda vai ser maltrada, porque Salazar gostava dela, mas se há coisa que não se pode dizer é que é não merece reconhecimento.
Há fados que têm as melhores poesias da língua portuguesa. Outros, vivem do gosto de brincar com a língua, coisa que o povo tantas vezes faz. Felizmente pertenço a uma geração que o pode aperciar sem pesos de antigo regime. Confesso que gosto. Confesso que me arrepia ouvir alguns fadistas cantarem, como o Camané, a Mafalda Arnauth ou a Mariza. Seja em casas de fado, a cantar à desgarrada ou nos Coliseus. Mas ninguém bate Amália.
Há fados que têm as melhores poesias da língua portuguesa. Outros, vivem do gosto de brincar com a língua, coisa que o povo tantas vezes faz. Felizmente pertenço a uma geração que o pode aperciar sem pesos de antigo regime. Confesso que gosto. Confesso que me arrepia ouvir alguns fadistas cantarem, como o Camané, a Mafalda Arnauth ou a Mariza. Seja em casas de fado, a cantar à desgarrada ou nos Coliseus. Mas ninguém bate Amália.
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