Pois é... Fui apanhada. Busted. Mais ou menos o equivalente a entrarem no meu quarto e descobrirem o meu diário completamente destrancado. Felizmente, é um diário sem segredos metafísicos ou amorosos.
A verdade é que nunca tive grande paciência para diários. Lembro-me que tinha um muito lindo, cor-de-rosa com um desenho de um gato e de um coração. Uma coisa mesmo pirosa, como manda a lei. Deve ter umas sete páginas escritas e o conteúdo mais interessante é o meu primeiro passeio de bicicleta.
Aprendi a andar com 7 anos e dominava muito bem os esses. Conseguia fazer esses mesmo com rodinhas. Não é qualquer um que perde o equilíbrio assim. Eu conseguia. A minha mãe cumpria muito bem a sua função de correr atrás de mim. Mas fiz-me uma moça adulta e capaz de andar de bicicleta.
Foi nesse diário que percebi como as coisas mudam e como o papel não. Nesse diário, há uma página onde relatava o meu amor por um rapaz qualquer lá da escola. Passados uns dias mudei de ideias e resolvi remediar a situação. Como é que se resolve este imbróglio? Riscando por cima. Ora pois. Escrevi: "É tudo mentira". Ou seja, desmenti-me a mim mesma. Se isso é possível?
Neste caso, não o posso fazer. Nem vale a pena praguejar aos deuses da protecção informática ou mesmo à porra do histórico. (sim, no meu trabalho não temos autorização para o limpar) Apanharam-me no ciberespaço dos blogues. Pronto.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Por que razão trabalhamos?
Por que ninguém resiste ficar em casa com a programação da televisão pública. É o grande contributo da RTP para o desenvolvimento da economia nacional. Assim não ficamos com pena de não estarmos em casa. O pior é quando ficamos doentes. Mas demos graças à Internet e a tv digital.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O que é isso do fado
Há muitas definições e teorias sobre a sua origem. A quem o encontre no Brasil, como dança dos escravos que deu à costa portuguesa quando a corte voltou da colónia, lá pro XIX, outros dizem que veio de África. Pelo meio metem-se os marinheiros. Outra teoria diz até que o fado é descendente das canções de gesta. Seja como for, o fado nasce pobre, em antros de promiscuidade, álcool e boémia, fruto de desgostos amorosos, dores de alma e de mais alguns trejeitos da alma dos portugueses. Só no século XX é que se torna canção nacional elevada a hino de um povo. No seu percurso ainda vai ser maltrada, porque Salazar gostava dela, mas se há coisa que não se pode dizer é que é não merece reconhecimento.
Há fados que têm as melhores poesias da língua portuguesa. Outros, vivem do gosto de brincar com a língua, coisa que o povo tantas vezes faz. Felizmente pertenço a uma geração que o pode aperciar sem pesos de antigo regime. Confesso que gosto. Confesso que me arrepia ouvir alguns fadistas cantarem, como o Camané, a Mafalda Arnauth ou a Mariza. Seja em casas de fado, a cantar à desgarrada ou nos Coliseus. Mas ninguém bate Amália.
Há fados que têm as melhores poesias da língua portuguesa. Outros, vivem do gosto de brincar com a língua, coisa que o povo tantas vezes faz. Felizmente pertenço a uma geração que o pode aperciar sem pesos de antigo regime. Confesso que gosto. Confesso que me arrepia ouvir alguns fadistas cantarem, como o Camané, a Mafalda Arnauth ou a Mariza. Seja em casas de fado, a cantar à desgarrada ou nos Coliseus. Mas ninguém bate Amália.
domingo, 28 de novembro de 2010
Pai Natal, clica aqui!
Pai Natal, se andas por aí sem muito que fazer podes fazer o obsequio de me comprar isto http://www.maquinasecompanhia.com/crachas_kit_maquinas_badges.php? Fica mesmo bem dentro da minha meia. Depois vou poder brincar muito, fazer coisas giras, divertidas. São horas infinitas de prazer. Já tenho muitas ideias para fazer crachás.
A bem da verdade, também posso experimentar a coisa uma vez e perceber que não tenho jeito nenhum e o presente transforma-se num instante em objecto de arqueologia industrial. Mas nunca saberei se não o testar. Pai Natal, acredito que lá no fundo tenho muito jeito. Vá lá!!!!! :D
A bem da verdade, também posso experimentar a coisa uma vez e perceber que não tenho jeito nenhum e o presente transforma-se num instante em objecto de arqueologia industrial. Mas nunca saberei se não o testar. Pai Natal, acredito que lá no fundo tenho muito jeito. Vá lá!!!!! :D
Cat person or dog person?
É uma característica de personalidade. Há os que adoram gatos e os que se babam por um cão. Depois há o dois em um. Cat and dog person. Confesso que sou um dois em um. Apesar de nunca ter tido um cão, adoptei os do meu namorado. Era ver-me a passeá-los, a dar-lhes banho, a fazer festas, até a descobrir (involuntariamente) caraças. Achava aquilo uma experiência sobre-humana.
O animal mais inteligente que alguma vez tive foi um hamster. Convenhamos que o truque mais elaborado que ele fazia era andar na roda e roer violentamente a gaiola, na esperança de se libertar daquela criança sedenta de carinho animal.
Pegava-lhe ao colo, fazia-lhe festinhas e tentava, sem qualquer sucesso, brincar com ele. O único resultado era uma espécie de tremelique nervoso no olho direito do rato em jeito de "Socorro, tirem-me daqui". O máximo que consegui que ele fizesse foi morder-me.
Depois há outra secção animal na minha vida. Os infinitos canários do meu pai. Eram uma seca total, nem mordiam. Não havia interacção com os humanos. Um deles ficou tão doente que tive de lhe dar comida à boca. Coitado. Bem, nem vale a pena falar nos peixes de água fria. Que tristeza. Nem sobreviveram um mês e o mais emocionante do dia era dar-lhes comida.
Isto tudo para chegarmos a grande alegria do mês de Novembro: as minhas gatas. Têm três meses, são irmãs e vieram da rua. Foram apanhadas por uma associação de apoio a animais e estão cá em casa há três semanas. Podia contar tanta coisa, dar muitos exemplos do quão divertidas elas, com os saltos, as corridas e lutas entre elas, ou como é bom acordar e vê-las contentes por nos ver, mas partilho apenas uma história. Tê-las ao meu colo a fazer ron-ron até adormecerem. É uma das experiências mais zens e relaxantes de sempre. Ouvir a respiração, vê-las a bocejas... Pelo meio ainda me tentam dar banho (umas lambidelas ao estilo cão, em versão: "Ah dona, agora também és felina). Quer seja cat or dog person. O que interessa é poder ser uma pessoa com um animal. Garanto que é um óptimo contributo para a qualidade de vida.
O animal mais inteligente que alguma vez tive foi um hamster. Convenhamos que o truque mais elaborado que ele fazia era andar na roda e roer violentamente a gaiola, na esperança de se libertar daquela criança sedenta de carinho animal.
Pegava-lhe ao colo, fazia-lhe festinhas e tentava, sem qualquer sucesso, brincar com ele. O único resultado era uma espécie de tremelique nervoso no olho direito do rato em jeito de "Socorro, tirem-me daqui". O máximo que consegui que ele fizesse foi morder-me.
Depois há outra secção animal na minha vida. Os infinitos canários do meu pai. Eram uma seca total, nem mordiam. Não havia interacção com os humanos. Um deles ficou tão doente que tive de lhe dar comida à boca. Coitado. Bem, nem vale a pena falar nos peixes de água fria. Que tristeza. Nem sobreviveram um mês e o mais emocionante do dia era dar-lhes comida.
Isto tudo para chegarmos a grande alegria do mês de Novembro: as minhas gatas. Têm três meses, são irmãs e vieram da rua. Foram apanhadas por uma associação de apoio a animais e estão cá em casa há três semanas. Podia contar tanta coisa, dar muitos exemplos do quão divertidas elas, com os saltos, as corridas e lutas entre elas, ou como é bom acordar e vê-las contentes por nos ver, mas partilho apenas uma história. Tê-las ao meu colo a fazer ron-ron até adormecerem. É uma das experiências mais zens e relaxantes de sempre. Ouvir a respiração, vê-las a bocejas... Pelo meio ainda me tentam dar banho (umas lambidelas ao estilo cão, em versão: "Ah dona, agora também és felina). Quer seja cat or dog person. O que interessa é poder ser uma pessoa com um animal. Garanto que é um óptimo contributo para a qualidade de vida.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A rede social
Fui ver o filme "A Rede Social" e fiquei baralhada. É um misto de sentimentos entre: Mark Zuckerberg é um génio ou é um canalha. No filme vemos como o maior nerd/totó com um sério défice de relações sociais inventa um sistema que revolucionou a internet - o Facebook. No início, achamos que ele é meio autista, com dificuldades a comunicar com outros seres humanos. Depois, percebemos que é um génio, cheio de imaginação, visão e criatividade. Pelo meio, vai enganando uns, conquistando outros, fazendo-se de parvo. Acaba bilionário, sem o melhor amigo e a pagar indemnizações brutais. Mas mesmo no final ficamos na dúvida: é mesmo mau ou apenas um humano a tentar safar-se? Cada um tira as suas conclusões.
Etiquetas:
"A Rede Social",
facebook,
Mark Zuckerberg
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
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