quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma semana


O que se pode dizer de uma semana com pesadelos e cansaço? O pesadelo foi daqueles em que se acorda com um salto quase em pânico. Tudo porque acreditei que tinha assassinado uma pessoa acidentalmente. Coisa banal. Dei-lhe com um frasco de mel na cabeça e escondi o corpo numa caixa. O meu grande problema era que os pais descobrissem. Ora bolas! Tinha um peso na consciência enorme e uma angústia... Acordei mesmo aflita. A juntar ao pesadelo, esta semana o cansaço é tanto que ao fim do dia nem consigo conversar. A sério. Tento, mas não me consigo concentrar no que os outros dizem. Fico a olhar para o infinito e com uma dor de cabeça. Tal e qual o Kilie do "Fantástico Mr. Fox". Férias precisam-se!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Por que razão a República é uma mulher e tem uma mama de fora?


Fizeram-me essa pergunta há pouco tempo: por que raio a República é uma mulher desnuda? Lembrei-me logo de que a culpa era dos franceses e do quadro do Delacroix. As minhas justificações eram: mulher, porque a palavra república é feminina; mama de fora, porque é a liberdade. Uma mulher sem soutiens, corpetes e outros tecidos e atilhos. Pois bem, acho que basicamente era isso. Depois, surgiu outra ideia. Qual é a melhor maneira de motivar as massas? Não é preciso responder. Mas fiquemo-nos com a explicação romântica. O quadro "A Liberdade Guiando o Povo", de 1830, é inspirador, poético e sonhador. Assim como as ideias de liberdade e república.

Telemóveis, "mor" e o fim do Verão

É uma daquelas manhãs que fazem adivinhar que o Verão não vai voltar, por mais que o desejemos. Começou a chover, mas ainda há sol. A temperatura ronda os vinte graus, mas há um vento frio que aparece de vez em quando. Ainda estamos em Setembro e o Verão está perto o suficiente para pensarmos que podemos andar de sandálias e vestidos. Caminho para o carro, quando sou surpreendida por uma mulher que me chama: "Menina, menina! Pode ajudar-me." Olho para ela e vejo uma mulher de vestido de alcinhas cor-de-rosa às flores, com umas sandálias a condizer. Não tem sequer um casaquinho. Acho que lhe falta um dente e leva uma espécie de apanhado no cabelo. Paro para perceber como é que a posso ajudar. Ela estica-me um telemóvel cor-de-rosa e diz: "Não sei ler mensagens, pode ler? É uma mensagem que diz mor." Respondo que sim e receio o pior. Qui ça uma descrição escabrosa de amor ou sexo. Fico com vontade de rir, mas vamos a isto. Afinal, é uma mensagem banal do tal mor. "Não posso ligar amanhã ligo beijocas" Não havia vírgulas, nem pontuação. Repito em voz alta e a senhora agradece. Desde da noite passada que aquela mulher ficou sem perceber o que o "mor" queria. Uma carta de amor sem resposta. A mulher devia ter uns 40 anos. Fiquei com pena. Com Pena por vê-la a andar de vestido de alças num dia frio e com chuva. Com pena por ela não perceber nada de tecnologia e de provavelmente ter ficado uma noite inteira a imaginar que raio o "mor" teria respondido aos insistentes telefonemas dela. Com pena de ter sido eu, uma estranha, a ler-lhe a mensagem secreta do "mor" que não lhe ligou naquele dia e que só ligava no dia seguinte. Sabe-se lá porque razão. E com pena de já não ser Verão.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Descobrir um nicho de mercado ou como na Costa Rica até os crocodilos são pacíficos




Como tudo começou não sei. Sei apenas que este senhor tem a solução para os problemas económicos dos portugueses: descobrir um nicho de mercado. Quem é que pode tomar banho com um crocodilo e pegá-lo ao colo sem ser comido? Só o nosso amigo Chito. Diz que há 20 anos que os turistas vão lá para vê-lo. À conta desta amizade estranha Chito nunca mais teve de trabalhar. Vou ver se encontro um animal estranho para mim. :) No estado em que se encontra a Tugolândia, temos de nos virar para nichos e bichos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Irrita-me profundamente...

...pessoas que acham que um pisca é o equivalente a encostarem-se à faixa onde estou. É tipo: "Ah, e tal. Não estou a fazer pisca, mas estás a perceber que quero ir para aí, não é? Basta aproximar-me, assim devagarinho como quem não quer nada e... Pimba. Tu deixas-me passar, não deixas? Eu até nem estou a incomodar e isto é tudo tão devagarinho. Vá lá. Dá tanto trabalho fazer pisca. O comando nem está aqui ao lado do volante e estou neste momento a falar ao telemóvel e a mudar a estação de rádio." Raios! Não, não é. E não te vou deixar meter simplesmente porque estás a fazer de conta que eu nem existo e que mudar de faixa sem pisca é uma cena natural. Caramba. Faz o pisca! Não dói!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ninguém disse que os bonecos tinham de crescer


Quem é que achou que pôr os bonecos a crescer era fixe? Não, a sério, gostava de saber. É que como se não bastasse a Mónica da BD do Maurício se ter armado em adolescente boazona, ao estilo Morangos com Açúcar, cruzei outro dia com um ser que nem sequer reconheci. A nova barriguita é a pior invenção de sempre. Descobri-a num supermercado no meio dos outros brinquedos cor-de-rosa. Fui atraída como uma criança para umas bonequinhas que faziam lembrar a barriguita. Os tais bebés de barriga gordinha, com umas fraldas muito fofas, e uma panóplia de adereços, foram meus amigos na infância. Até aceitava que fossem bebés médicos, bebés que iam à praia sozinhos. Uma criança lida bem com essas incongruências. Agora, bebés grávidos é que não! É certo, que provavelmente aquilo que vi era uma barriguita adolescente, mas fiquei em estado de choque. Era mais um ícone da minha infância transfigurado. Não me saiu da cabeça o raio barriguita. Nos anos 80 usava fraldinha, agora a própria da barriguita tem um bebé na barriga. Já não é gordinha por ser bebé. Entendem? Isso não se faz. Tudo pode mudar no mundo, os nossos ídolos de infância (neste caso bonecos) é que não!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Obrigada "Modern Family"

Há muito tempo que não ria às gargalhadas com uma série de televisão. Quando digo às gargalhadas não estou a exagerar. É mesmo à gargalhada, com direito a dor de barriga e falta de ar. Posso estar sozinha na sala e não consigo parar de rir. Tudo graças à série "Modern Family". Estou viciada. Adoro, adoro, adoro. Os personagens não são forçados. Não há a piadola fácil ou previsível. As situações são as mais loucas, mas ao mesmo tempo perfeitamente normais. É tão bom que posso ficar horas seguidas a vê-la e a pensar: "Quem me dera ter escrito isto". Ora aí está um trabalho de sonho - escrever uma série de comédia. Aqui fica um appetizer para quem não conhece a série que ganhou o Emmy na categoria de comédia. Os meus personagens preferidos são o Cameron, a Gloria e o Manny.