quarta-feira, 30 de junho de 2010

A sabedoria de Homer Simpson

Homer Simpson não é apenas um pai de família, que gosta de cerveja e devora televisão, é também um filósofo. Outro dia vi o episódio em que Flanders se passa da marmita e tem um ataque de raiva (anos de repressão interna e mania que é bonzinho. Mas na realidade a culpa é dos pais freaks hippies que não lhe impunham regras e que o meteram no psiquiatra onde Flanders descobriu as regras da religião). Flanders está internado e Homer tem esta tirada brilhante:
"Tens medo de ser humano, porque os humanos fazem coisas nojentas, porcas e são capazes de odiar. Odeiam nem que seja uma picada de mosquito." Ora aí está um belo pensamento. Sofro um bocado com a ideia de que não devo odiar coisas, dizer mal e afins. É claro que em doses moderadas o belo do ódio, do não gostar, não faz mal. Aliás, não gostar é tão importante como gostar. É aquilo que nos define. Aqui vai a minha lista de ódios de estimação:
- pombos (bicho estúpido, cheio de doenças, piolhos e faz voos rasantes à cabeça das pessoas)
- chuva e céu nublado (deprimente)
- vento forte (chateia ponto)
- frio (desagradável)
- engarrafamentos (stress, stress, stress)
- não ficar bronzeada logo no primeiro dia que vou à praia (irritante)
- condutores que não fazem pisca e andam na faixa da esquerda a 2 à hora (RRRRRRrrrrrr)
- condutores que me roubam o lugar de estacionamento (pena capital)
- condutores que travam assim que cai o amarelo e eu fico presa no semáforo (cá burros!)
- multas da emel (não merecem nada)
- comida sem sal (seca)
- cheiro de legumes cozidos (nojo)
- pessoas que se esticam à grande, que se impõe na vida dos outros e não tem noção (que nervos!)
- pessoas que se armam em vítimas (não há paciência)
- pessoas convencidas que são as maiores do mundo (irritante)
- pessoas que são mal criadas e não dizem "bom dia" e "obrigado" (rrrrrr)

Há mais, mas fica para a próxima.





domingo, 27 de junho de 2010

Indignem-se! Ou então não.

Compromisso de honra: não ultrapassar um parágrafo para evitar irritações. Aqui vai a tentativa. Gosto daquelas pessoas que se indignam com tudo e têm sempre uma opinião negativa sobre o assunto mais consensual do mundo do tipo: "quando o sol brilha está um belo dia". Faz bem à massa cinzenta ser desafiada por opiniões contraditórias. No fundo, essas pessoas cumprem a sua função, quase como se fosse uma espécie de equilíbrio dos mundos (uma tanga fica sempre bem). Mas lanço o desafio: por que será que Vasco Pulido Valente se zanga com tudo? Parece não gostar de nada e indigna-se muito. A vítima de hoje no "Público" é o José Saramago. Não vou defender se era bom ou mau escritor, se era o melhor a seguir a Camões e a Pessoa, mas há um facto consensual: a importância do prémio Nobel. Vasco Pulido Valente discorda: "O prémio Nobel não garante a importância literária de ninguém. Basta ver a longa lista de mediocridades que o receberam." Mas há mais: "Que Saramago fosse o único escritor de língua portuguesa a receber essa mais do que duvidosa distinção não o acrescenta em nada, nem acrescenta nada à língua portuguesa." "Por mais que se diga, e até que se berre, Saramago não era uma glória nacional indiscutida e universalmente venerada."
Bolas! Não consegui ficar-me por apenas um parágrafo. Fiquei irritada com o que senhor escreveu e só me apetece dizer: "Raios partam! Vai passear, ser feliz e deixar de parecer ressabiado." (P.S.: como escrevi "só me apetece dizer", significa que não disse. Para evitar confusões. LOL)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pensamento do dia




Este ilustrador de Barcelona é para visitar todos os dias em http://stuffnoonetoldme.blogspot.com/ . Faz bem à saúde.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cigarros
















Faz mal, a maior parte das vezes sabe mal e não se pode ver na televisão nem no cinema. Quem adivinha? Vale um queijinho no trivial! (ok, pronto. Não vale.) Falamos de tabaco. Hoje em dia quando aparece alguém a fumar - em películas pós anos 90 - é garantidamente o vilão. Mas se há coisa que continua a ter um ar sensual são pessoas a fumar. Depende da pessoa, claro, e até da forma como fuma, é certo. Porém, o elenco de "Mad Men" e Bogart são óptimos exemplos. Não quero fazer uma apologia do tabagismo, longe disso, é apenas e somente uma constatação. A publicidade a cigarros acompanhava em justa medida o ar misterioso, glamouroso ou mesmo divertido do hábito humano de meter fumo para dentro da boca e soprar. Vá-se lá saber como é que isto começou. (Ainda tenho de investigar.) Mas aqui ficam exemplos de publicidade cómica e trágica a cigarros, ao mesmo tempo bem catita, e com um toque de glamour. (diziam que fazia bem, era bom para a garganta, os médicos adoravam e que era um belo presente.)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os sapatos foram feitos para andar?


Desafio para as senhoras. Compramos sapatos porque é chato andar descalço e descobrimos há uns séculos que faz mal à saúde. Golpes, pouca velocidade e cenas desconfortáveis. Tudo o que não interessa. Andar descalço tornou-se uma coisa de fim-de-semana, praia e para fazer em casa. (exlcuindo, claro, quem não tem mesmo sapatos. Mas isso é um tema para outro post. Adiante.)
Retomando a história da humanidade, resolvemos enrolar uns trapos aos pés, de preferência de pele para ser mais resistente. O conceito "sapato" foi evoluindo de tal forma que a sua função primordial - andar de forma mais segura e confortável sem nos magoarmos - tornou-se secundária. Vejamos os belos sapatos de saltos altos, sandálias de cunha e afins. Não servem propriamente para serem confortáveis ou facilitarem o andar. E não me venham com histórias tipo: "saltos altos? não custa nada. ando muito bem", "são super confortáveis". Mentiras. Nas primeiras horas podem dizer isso, mas se subirem uma rua de calçada portuguesa ao final de um dia de trabalho vão ver que é uma tarefa quase impossível.

Confesso que cada vez gosto mais de sapatos de saltos altos, principalmente de sandálias, mas nesses dias sinto-me uma pessoa de mobilidade reduzida. Tenho de os levar quando sei que não vou andar muito. Se tenho alguma caminhada pela frente, toca a trocá-los. Bizarro?
Acho que existe uma correlação entre mobilidade e idade. Quanto mais velha, menos mobilidade. E não é nenhum problema físico. A culpa é dos saltos altos. Como me diziam ontem: "saltos altos fazem bem ao ego". Será?

domingo, 20 de junho de 2010

Casablanca - As Time Goes By



In Casablanca mood

Os clássicos têm destas coisas. Uma pessoa nunca os viu, mas mesmo assim conhece as frases intemporais. "We'll always have Paris" é uma das mais marcantes da história do cinema. Só ontem ouvi Bogart a dizê-lo a Ingrid Bergman. Adorei a história, a banda sonora, tudo. "Casablanca" é um banquete visual. Se fosse a cores não tinha tanta piada. O glamour está nas roupas, na maneira como falam e andam, mas principalmente nos contrastes de luzes, nas sombras, nos cenários, no glamouroso fumo de cigarro. A qualidade da fotografia é impressionante. "Casablanca" é para ver num domingo, de luzes apagadas. E sim, é permitido chorar no fim.