terça-feira, 22 de junho de 2010

Os sapatos foram feitos para andar?


Desafio para as senhoras. Compramos sapatos porque é chato andar descalço e descobrimos há uns séculos que faz mal à saúde. Golpes, pouca velocidade e cenas desconfortáveis. Tudo o que não interessa. Andar descalço tornou-se uma coisa de fim-de-semana, praia e para fazer em casa. (exlcuindo, claro, quem não tem mesmo sapatos. Mas isso é um tema para outro post. Adiante.)
Retomando a história da humanidade, resolvemos enrolar uns trapos aos pés, de preferência de pele para ser mais resistente. O conceito "sapato" foi evoluindo de tal forma que a sua função primordial - andar de forma mais segura e confortável sem nos magoarmos - tornou-se secundária. Vejamos os belos sapatos de saltos altos, sandálias de cunha e afins. Não servem propriamente para serem confortáveis ou facilitarem o andar. E não me venham com histórias tipo: "saltos altos? não custa nada. ando muito bem", "são super confortáveis". Mentiras. Nas primeiras horas podem dizer isso, mas se subirem uma rua de calçada portuguesa ao final de um dia de trabalho vão ver que é uma tarefa quase impossível.

Confesso que cada vez gosto mais de sapatos de saltos altos, principalmente de sandálias, mas nesses dias sinto-me uma pessoa de mobilidade reduzida. Tenho de os levar quando sei que não vou andar muito. Se tenho alguma caminhada pela frente, toca a trocá-los. Bizarro?
Acho que existe uma correlação entre mobilidade e idade. Quanto mais velha, menos mobilidade. E não é nenhum problema físico. A culpa é dos saltos altos. Como me diziam ontem: "saltos altos fazem bem ao ego". Será?

domingo, 20 de junho de 2010

Casablanca - As Time Goes By



In Casablanca mood

Os clássicos têm destas coisas. Uma pessoa nunca os viu, mas mesmo assim conhece as frases intemporais. "We'll always have Paris" é uma das mais marcantes da história do cinema. Só ontem ouvi Bogart a dizê-lo a Ingrid Bergman. Adorei a história, a banda sonora, tudo. "Casablanca" é um banquete visual. Se fosse a cores não tinha tanta piada. O glamour está nas roupas, na maneira como falam e andam, mas principalmente nos contrastes de luzes, nas sombras, nos cenários, no glamouroso fumo de cigarro. A qualidade da fotografia é impressionante. "Casablanca" é para ver num domingo, de luzes apagadas. E sim, é permitido chorar no fim.

A ouvir em repeat: "Teach me tiger - April Stevens"

Ora aqui está uma música que não me sai da cabeça. Simples, doce e sexy.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O verbo apetecer


Nunca me vou esquecer da frase de António Tabucchi: "Tem de me apetecer escrever como me apetecem pastéis de nata". O apetecer pastéis de nata é um sentimento tão simples e tão fácil de compreender. É uma vontade infantil, sem filtro. Um simples apetece-me. E pode nos apetecer tudo, sem compromissos ou responsabilidades. É apetecer e fazer. (com algumas restriçõs para não nos tornarmos nuns mimados) Depois crescemos e o apetece-me começa a ser mais difícil. Custa dizer o que apetece e realizar a simples vontade também se torna um processo complicado. Ao apetece-me vem sempre qualquer coisa. Apetece-me, mas não posso sair. Apetece-me, mas tenho de acordar cedo. Apetece-me, mas isto engorda. Pois bem, faço aqui um brinde ao apetece-me de Tabucchi e presto uma homenagem. Apetecia-me escrever como me apetecia um pastel de belém com canela. Já está. E amanhã vou esforçar-me por dedicar o dia a fazer simplesmente o que me apetecer.

Projectos aos molhos

"Tenho um projecto" é o mesmo que dizer: "tenho uma ideia genial que vai ter imenso sucesso, vou viver aventuras e ter histórias para contar". Pelo menos é isso que a minha cabeça descodifica sempre que oiço alguém falar dos seus projectos. São sempre coisas interessantes, únicas, diferentes, sem o fantasma "patrão". É tipo: "vou partir à descoberta, saquear povos e regressar à terra como um vencedor, rico de ideias novas" (tradução - descobrimentos portugueses). Fico com vontade de atirar tudo para o ar, agarrar na minha pessoa e na outra metade, e arrancar. Não quer dizer que vá correr o mundo de mochila às costas, converter-me ao budismo ou dedicar-me à agricultura biológica. Apenas arriscar num projecto meu. Falta é o rastilho. A ideia. A luz. O que é a afinal um projecto? Literalmente é "o que planeamos fazer", é uma "empresa" ou um "desígnio". Pois bem. Se há coisa que não me falta são planos e desígnios. Empresas é mais difícil. Vou ponderar nisso. Depois mando notícias.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Teorias da conspiração, vuvuzelas e ketchup


Ter um blogue e não falar de teorias da conspiração é lamentável. Por isso, aqui vai a minha primeira e singela contribuição.


Primeira teoria da conspiração - A Galp tem vergonha das vuvuzelas e não vai voltar a oferecê-las.

Corre por aí que as vuvuzelas estão esgotadas. Os clientes do BPP anunciaram que as iam utilizar na manifestação desta semana, mas só conseguiram arranjar duas. (Resultado: pouco impacto mediático e pena generalizada) Parece que andou tudo louco a trocar papelinhos na Galp por instrumentos do terror e o stock acabou. Tenho outra teoria, agora que o Mundial começou, a Galp percebeu que o impacto da invenção africana era muito parecido ao derrame de petróleo da BP. Os senhores das bombas já sabem o que dizer: "esgotou".

Segunda teoria da conspiração - Vuvuzela é a arma secreta para a África do Sul ganhar o Mundial. A vuvuzela é um espécie de enxame de abelhas enfurecido capaz de acabar com a humanidade. Os africanos sabiam disto e resolveram usar a porra da vuvuzela como "mascote", ou melhor, arma secreta. Arruínam a paciência dos jogadores e a moral dos apoiantes. Não há quem aguente tamanho martírio. Cristiano Ronaldo fez saber que se sente incomodado com o barulho infernal. Depois de se sair com a frase: "os golos são como o ketchup, quando aparecem vêm todos de uma vez" - pura literatura - percebemos que ketchup e vuvuzela não se dão. A selecção não se portou bem ontem porque a malta da Costa do Marfim aguenta bem uma "vuvuzelada" e nós não! Vuvuzela é o melhor bode espiatório do Mundial! Valhas-nos isso!