domingo, 20 de junho de 2010

A ouvir em repeat: "Teach me tiger - April Stevens"

Ora aqui está uma música que não me sai da cabeça. Simples, doce e sexy.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O verbo apetecer


Nunca me vou esquecer da frase de António Tabucchi: "Tem de me apetecer escrever como me apetecem pastéis de nata". O apetecer pastéis de nata é um sentimento tão simples e tão fácil de compreender. É uma vontade infantil, sem filtro. Um simples apetece-me. E pode nos apetecer tudo, sem compromissos ou responsabilidades. É apetecer e fazer. (com algumas restriçõs para não nos tornarmos nuns mimados) Depois crescemos e o apetece-me começa a ser mais difícil. Custa dizer o que apetece e realizar a simples vontade também se torna um processo complicado. Ao apetece-me vem sempre qualquer coisa. Apetece-me, mas não posso sair. Apetece-me, mas tenho de acordar cedo. Apetece-me, mas isto engorda. Pois bem, faço aqui um brinde ao apetece-me de Tabucchi e presto uma homenagem. Apetecia-me escrever como me apetecia um pastel de belém com canela. Já está. E amanhã vou esforçar-me por dedicar o dia a fazer simplesmente o que me apetecer.

Projectos aos molhos

"Tenho um projecto" é o mesmo que dizer: "tenho uma ideia genial que vai ter imenso sucesso, vou viver aventuras e ter histórias para contar". Pelo menos é isso que a minha cabeça descodifica sempre que oiço alguém falar dos seus projectos. São sempre coisas interessantes, únicas, diferentes, sem o fantasma "patrão". É tipo: "vou partir à descoberta, saquear povos e regressar à terra como um vencedor, rico de ideias novas" (tradução - descobrimentos portugueses). Fico com vontade de atirar tudo para o ar, agarrar na minha pessoa e na outra metade, e arrancar. Não quer dizer que vá correr o mundo de mochila às costas, converter-me ao budismo ou dedicar-me à agricultura biológica. Apenas arriscar num projecto meu. Falta é o rastilho. A ideia. A luz. O que é a afinal um projecto? Literalmente é "o que planeamos fazer", é uma "empresa" ou um "desígnio". Pois bem. Se há coisa que não me falta são planos e desígnios. Empresas é mais difícil. Vou ponderar nisso. Depois mando notícias.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Teorias da conspiração, vuvuzelas e ketchup


Ter um blogue e não falar de teorias da conspiração é lamentável. Por isso, aqui vai a minha primeira e singela contribuição.


Primeira teoria da conspiração - A Galp tem vergonha das vuvuzelas e não vai voltar a oferecê-las.

Corre por aí que as vuvuzelas estão esgotadas. Os clientes do BPP anunciaram que as iam utilizar na manifestação desta semana, mas só conseguiram arranjar duas. (Resultado: pouco impacto mediático e pena generalizada) Parece que andou tudo louco a trocar papelinhos na Galp por instrumentos do terror e o stock acabou. Tenho outra teoria, agora que o Mundial começou, a Galp percebeu que o impacto da invenção africana era muito parecido ao derrame de petróleo da BP. Os senhores das bombas já sabem o que dizer: "esgotou".

Segunda teoria da conspiração - Vuvuzela é a arma secreta para a África do Sul ganhar o Mundial. A vuvuzela é um espécie de enxame de abelhas enfurecido capaz de acabar com a humanidade. Os africanos sabiam disto e resolveram usar a porra da vuvuzela como "mascote", ou melhor, arma secreta. Arruínam a paciência dos jogadores e a moral dos apoiantes. Não há quem aguente tamanho martírio. Cristiano Ronaldo fez saber que se sente incomodado com o barulho infernal. Depois de se sair com a frase: "os golos são como o ketchup, quando aparecem vêm todos de uma vez" - pura literatura - percebemos que ketchup e vuvuzela não se dão. A selecção não se portou bem ontem porque a malta da Costa do Marfim aguenta bem uma "vuvuzelada" e nós não! Vuvuzela é o melhor bode espiatório do Mundial! Valhas-nos isso!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A grande pergunta numa manhã de segunda-feira!

Segunda-feira de manhã. Sono e mau humor. Mesmo depois de beber café, continuo a achar que sair da cama e ir trabalhar é a maior injustiça no mundo. Ainda por cima o sol finalmente fez o favor de brilhar e não o vou aproveitar.

Cheguei ao carro e fui surpreendida por um irritante papelinho no pára-brisas. Mais uma razão para achar que a vida é difícil (O drama!). Contrariei a preguiça e decidi retirá-lo. O destino do papelinho seria morrer tostado ou ensopado no vidro da frente. Salvei-o. Quando agarro no dito, penso que vou encontrar uma publicidade a um restaurante indiano ou algo do género e sou surpreendida pela pergunta: "Por que temos de morrer?". É a pergunta! A par de "Deus existe?" (questão que já resolvi na minha cabeça). O "temos de morrer" é que é um tema chato. Por que raio é que isto tem de acabar? Bastava espalhar a humanidade por satélites, planetas, estrelas e pronto. (pensamento idiota, certo? Não, não tenho 5 anos, mas era bom que assim fosse. Depois, haveria o problema de: "O que fazer aos maus?" Tema para outra conversa. Voltemos à idade adulta.)


Folheio a brochura e eis que me deparo com a resposta: morremos porque a culpa é nossa. Ora bolas! Aqui vai a citação: "A morte é consequência do pecado. Deus não criou o homem para que este viesse a morrer". (Ahhh! Isso faz sentido!?) "O pecado de Adão, o primeiro ser humano foi transmitido a toda a sua descendência." Bolas! A explicação espalhada pelos pára-brisas dos carros tem a assinatura da Assembleia de Deus Pentecostal. O Adão estragou tudo. E a minha segunda-feira não melhorou!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Inspired by Iceland Video

Afinal a Islândia é fixe!

A explicação do belo vídeo
A Islândia apareceu no nosso vocabulário quando o seu vulcão, o Joe, (a melhor solução de sempre para evitar erros no nome da coisa, cortesia do sr. Jon Steward do Daily Show) estragou as férias dos europeus. De repente percebemos que aquilo não era só gelo e que além da Bjork havia por lá muita gente e até cães. Depois de ter sido amaldiçoada em todas as línguas, a Islândia (é mais fácil dar-lhe estatuto de pesssoa, facilita a atribuição de adjectivos e afins) resolveu redimir-se e dizer que também gosta de turismo e é um sítio fixe!
Fica o desafio: bora pr'a Islândia?